Interfaces de Programação de Aplicações (APIs, na sigla em inglês) conquistam espaço no mercado de desenvolvimento. Não por acaso: a tecnologia permite a criação de aplicações, receitas e negócios com custos e riscos reduzidos, afirma Mike Amundsen, diretor de arquitetura da API Academy, organização norte-americana que promove treinamentos sobre o tema.
O executivo, que esteve no Brasil para participar de um evento sobre APIs da CA Technologies, relatou que a tecnologia tem sido fundamental diante da explosão de dispositivos móveis. “Ao possibilitar redução de custos e de riscos, empresas têm mais tempo para inovar, focar no design da aplicação e na experiência do cliente.”
Como exemplo, ele citou o setor bancário, que tem sido pressionado para redefinir seus modelos de negócios. Segundo ele, bancos sempre se definiram como um estabelecimento para guardar e mover dinheiro. Contudo, novos entrantes nesse mercado e o próprio consumidor querem novas formas de interação. “APIs ajudam nesse caminho e com risco reduzido”, observou. Ele lembrou que qualquer erro no desenvolvimento de aplicações pode gerar perdas financeiras e, pior, afastar o consumidor.
Mas por onde iniciar o uso de APIs? Amundsen ensina passos importantes. O primeiro deles, baseado na Lei de Conway, é montar equipes pequenas, no estilo startup, de cinco a 15 pessoas. “Esse número é ideal para levar agilidade ao desenvolvimento”, afirma, acrescentando que assim também é possível efetuar entregas contínuas, aprimorar a forma de ir ao mercado, promover qualidade e obter retorno de investimento mais rapidamente.
Outro conselho de Amundsen foi a organização de times por produtos e iniciar os trabalhos por interfaces que não são de missão crítica. “Além disso, é adequado criar uma biblioteca interna de APIs para acelerar o desenvolvimento e levar experiências de uma equipe para outras.”
A ideia de colaboração, bastante comum na comunidade open source, deverá chegar em breve no mundos das APIs, acredita Amundsen, impulsionando o senso de melhoria de produtos de forma coletiva.
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