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Apesar de prejuízo, resultado financeiro da Uber empolga investidores

Desde que abriu capital no primeiro semestre de 2019, a Uber tem o desafio de mostrar ao mercado que é capaz de gerenciar seu negócio de corridas (que por si só já é lucrativo) e as demais apostas da marca (como o serviço de entregas e a divisão de carros autônomos, que consomem muitos recursos) e se sustentar sem o auxílio de investimento externo. 

Apesar de a empresa ainda não ter alcançado a métrica – conhecida como break-even – os resultados apresentados no último trimestre transmitiram a percepção de que a sustentabilidade financeira é só uma questão de tempo para a companhia. 

Entre outubro e dezembro de 2019, a empresa teve uma receita de US$ 4,07 bilhões, superando as estimativas. A maior parte desse resultado (US$ 2,5 bilhões) veio do Canadá e Estados Unidos, principais mercados da Uber.  A América Latina ocupa a segunda posição de maior receita, com US$ 553 milhões registrados.   

Apesar de contabilizar um prejuízo de US$ 1,1 bilhão durante o período, a receita da Uber cresceu 37% quando comparado com o mesmo montante de 2018 (US$ 2,9 bilhões). E mesmo o prejuízo foi bem menor do que os US$ 5 bilhões registrados no trimestre anterior. Muito por conta das operações de vendas realizadas pela companhia em países como Singapura e Índia do seu serviço de entrega Uber Eats

Com o aumento de receita e diminuição de despesas, o clima em Wall Street é de otimismo, já que a companhia aparenta realmente ser autossustentável, afastando temores surgidos no ano passado por conta da dificuldade de companhias investidas pelo SoftBank (em especial a WeWork) de se tornarem financeiramente independentes. 

“Finalmente, a Uber demonstrou um grande passo rumo à lucratividade. Dara e seus funcionários mostram que o lucro e a redução das perdas com o Uber Eats serão o foco em 2020 e além”, disse Daniel Ives, analista da corretora Wedbush Securities, em nota a investidores. As ações da companhia estão em alta de 10% desde a apresentação dos resultados. 

A companhia também apresentou números relacionados à sua base de usuários, atualmente em 111 milhões de pessoas ativas mensalmente. O número de viagens pelo aplicativo alcançou 1,9 bilhão, crescendo 28% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. E a receita com as viagens também registrou aumento: no caso, de 27%, atingindo US$ 3 bilhões. 

*Com informações do Business Insider 

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