Metade das empresas não investe um centavo para tornar seus aplicativos móveis minimamente seguros. Essa é a constatação de um estudo encomendado pela IBM junto ao Ponemon Institute. O levantamento indagou 400 companhias de grande porte que trabalham com grande quantidade de dados sensíveis nas áreas de finanças, saúde, farmacêutica, setor público, entretenimento e varejo
Embora o gasto anual de cada empresa pesquisada com o desenvolvimento de aplicativos móveis seja de cerca de US$ 34 milhões, somente 50% delas têm recursos destinados à segurança móvel. Já para a outra metade, 5,5% do budget de aplicativos são o total destinado para garantir que eles estarão seguros antes de serem disponibilizados aos usuários.
Segundo o estudo, em média, as organizações testam menos da metade dos aplicativos desenvolvidos e 33% delas nunca os testaram, o que cria uma infinidade de pontos de acesso aos dados empresariais por meio de dispositivos inseguros.
De acordo com o levantamento, quase 40% das grandes corporações não tomam as precauções necessárias para garantir a segurança dos aplicativos que elas desenvolvem para seus clientes e também não protegem seus dispositivos móveis contra ataques cibernéticos.
O retrato disso, conforme apontou o primeiro relatório de 2015 do time IBM X-Force, é que mais de um bilhão de registros de dados pessoais foram comprometidos em ataques virtuais durante o ano passado.
As organizações pesquisadas justificam o cenário vulnerável com o fato de que, muitas vezes, a segurança de seus aplicativos é colocada em risco devido à demanda do cliente ou necessidade. Por outro lado, 77% citam a pressão para a entrega como o principal motivo dos apps terem códigos vulneráveis.
Milhares de dispositivos rodam diferentes tipos de apps com necessidades específicas. Calcula-se, ainda que, existem atualmente quase três milhões de aplicativos nos sistemas Android, iOS e Microsoft e, em média, são feitos downloads de mais de 100 mil apps diariamente.
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