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Análise: tecnologia eficiente com informação efetiva

Sem sombra de dúvida, o executivo de TI tem amadurecido de forma relevante nos últimos anos e conquistado, cada vez mais, seu espaço no nível estratégico das corporações. A lição básica de alinhar-se ao negócio já não é tarefa árdua a partir de uma boa estratégia. Realmente, é este o primeiro passo para TI, mas não é suficiente para posicioná-la na corporação.

Esta linha ascendente reflete a preocupação simples e clara sobre a capacitação do executivo de TI não só em campos tecnológicos como, também, na área de atuação do negócio da empresa. Para isso, ele deve sintetizar o máximo de informação possível e canalizá-la para que a sua influência no corpo diretivo seja altamente notória e benéfica aos resultados financeiros. E esta busca de informação, para tomada de decisão, é a grande alavanca para o CIO que é o detentor deste valioso material e que possibilitará a seus parceiros colaboradores tomarem as melhores decisões para guiar a empresa dentro de seus objetivos e conquistar cada vez mais fatia no mercado.

É por esta trilha que sua sobrevivência em meio às áreas de negócio será garantida e, indubitavelmente, pode surgir até como área influenciadora nas decisões estratégicas.

Para encontrarmos algumas evidências, buscamos informações com mais precisão apoiando-nos nos resultados da pesquisa de Executivo de TI 2011 na qual nota-se que os processos da categoria de Estratégia de TI estabelecem-se como líder em prontidão nas empresas, seguidos por Adoção de Tecnologias Emergentes e Governança de TI. Esta composição denota naturalmente a evolução do alinhamento de TI com negócio, balizada por uma boa governança da operação de TI, reflexo da prontidão madura de Maturidade dos Processos da TI e Monitoramento e Qualidade. Ou seja, diretrizes, processos e indicadores andam de forma coesa e na mesma velocidade.

Por outro lado, avançando na análise de prontidão dos processos verificamos que temas como Gestão de Pessoas, Gestão financeira, Segurança da Informação e Estratégia de Terceirização estão posicionados abaixo do grupo citado anteriormente e que devem, naturalmente, ao longo do tempo, ser levados para cima, principalmente, para aquelas empresas que já obtiveram um nível de prontidão elevado para o tema de Estratégia de TI e Governança de TI. Com a elevação da prontidão para este grupo de processos, espera-se que TI apresente cada vez maior efetividade e transparência por se tratarem de processos internos de TI.

Entretanto, seguindo a busca do real posicionamento estratégico do executivo de TI dentro da empresa, torna-se necessário abordar o tema da inteligência empresarial com notoriedade e segurança. E, justamente na zona intermediária de prontidão, comparada com as diversas dimensões de análise obtidas na pesquisa, encontra-se o processo de Gestão da Informação como base para enriquecer a captura de novas ideias sobre o negócio e suporte à tomada de decisão.

Quanto mais sistematizada a operação, mais dados serão coletados e armazenados, tanto de forma estruturada quanto não-estruturada, seguindo a tendência do Big Data (crescimento exponencial dos dados) e possibilitando um número infindável de análises. E a pergunta-chave é clara: como disponibilizar esta valiosa informação e de que forma torná-la efetiva? Este é o novo desafio do executivo de TI que deve conhecer o negócio integralmente e de forma exímia para que consiga disseminar a cultura da análise avançada de dados, fornecendo ao corpo executivo a informação não só desejada, mas aquela não imaginada.

Os principais resultados do Estudo demonstram que a orquestração da TI tem atingido patamares não imaginados há alguns anos, quando o tema principal era a tecnologia por si só. E, atualmente, o executivo de TI tem exercido forte influência na gestão da TI como um negócio. Uma nova porta está se abrindo…

*PwC Technology Consulting

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