O quarto trimestre de 2016 registrou o maior prejuízo da América Móvil nos últimos 15 anos. O grupo, que controla no Brasil as empresas Claro, Embratel e Net, foi afetada por custos financeiros maiores e amargou perda de 5,972 bilhões de pesos (US$ 289 milhões) contra 15,663 bilhões de pesos no mesmo período em 2015.
Controlado pela família do bilionário Carlos Slim, o maior grupo de telecomunicações da América Latina teve resultado abaixo da expectativa de lucro, que era de 5,337 bilhões de pesos em levantamento da Reuters.
A receita total cresceu 16,9%, para 269 bilhões de pesos. Mas, por outro lado, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 23,6%.
O que explica os resultados são as despesas financeiras, que mais que dobraram para 29,639 bilhões de pesos, muito por conta da desvalorização do peso mexicano, afetado pela vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas, o que encareceu equipamentos negociados em dólar.
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