Ameaças para dispositivos móveis aumentam, diz AVG

As ameaças para dispositivos móveis aumentaram no Brasil, apontou o Relatório Mundial de Ameaças à Segurança, da AVG, desenvolvido entre outubro e dezembro de 2011. A pesquisa ainda mostra que o País caiu da segunda para a quinta colocação no ranking de países com maior registro de spams. Porém, os rootkits, malwares que camuflam seus códigos para despistam os softwares de segurança, têm sido uma das mais sérias ameaças aos sistemas operacionais nos últimos anos.
A disseminação das ameaças para dispositivos móveis acontecem por meio de códigos QR, que permitem que os usuários insiram texto e remetam a uma página da web sem precisarem digitar. Segundo o relatório da AVG, eles também são considerados pelos mal intencionados uma forma ideal de propagação de malware, pois os usuários não sabem do risco até que o vírus já esteja instalado. Espera-se que em 2012 essa forma de disseminação seja a mais popular.
Também ficou claro na pesquisa que a convergência entre computadores e telefones celulares se aplicam a malwares também. Segundo Yuval Ben-Itzhak, Chief Technology Officer da AVG Technologies, à medida que os celulares se tornam mais parecidos, o mesmo acontece com as ameaças. Os mesmos truques usados contra computadores estão sendo usado para os celulares. Mas como os celulares estão ligados a um sistema de cobrança, os ganhos podem ser maiores.
O uso dos celulares como computadores portáteis atrai cibercriminosos, que usam certificados digitais roubados para contaminar os dispositivos móveis. Geralmente eles são utilizados para identificar o autor de um documento, aplicativo ou usuário de um website.
O Brasil, de acordo com o estudo, caiu da segunda para a quinta posição na disseminação de spams. Porém, essa a língua portuguesa é a segunda mais usada em mensagens desse tipo.
Por fim, a pesquisa mostrou que os rootkits evoluíram do uso comercial e financeiro até uma guerra cibernética com alvo específico e, atualmente, testemunhamos a primeira fase desse malware em dispositivos móveis. Sua evolução é rápida e sofisticada, com o surgimento de novas versões a cada dois ou três meses.
No Relatório Mundial de Ameaças à Segurança, a AVG estudou um dos rootkits mais recentes, conhecidos como ZeroAccess. São sofisticados e efetivos malwares com recursos anti-forenses. Com o ZeroAccess é possível monitorar remotamente usuários, permitindo que os criminosos usem a máquina infectada quando e como quiserem.
