Ameaça controla webcam, microfone e captura de telas

A Eset, empresa de detecção proativa de ameaças, apresenta sua investigação sobre a ferramenta de ciberespionagem InvisiMole, que é capaz de controlar a webcam e o microfone do computador infectado, além de tirar fotos, entre outras funções. A ameaça foi detectada pela Eset em computadores localizados na Ucrânia e na Rússia.

De acordo com a pesquisa, o InvisiMole é um poderoso malware que possui múltiplas funções, como o controle a webcam e do microfone do computador infectado. Isso permite que os atacantes tirem fotos do que está acontecendo no ambiente onde o computador está, bem como gravar o som ambiente.

Além disso, faz capturas de tela de cada uma das janelas abertas, independentemente de estarem ou não sobrepostas, e monitora todas as unidades rígidas ou removíveis. Dessa forma, quando um pendrive ou disco é inserido, o malware cria uma lista dos nomes de cada um dos arquivos e os armazena em um único arquivo criptografado.

Outro aspecto que permite dimensionar a complexidade desse spyware é sua capacidade de permanecer oculto e operar em computadores por um período mínimo de cinco anos. Durante esse tempo, ele pode capturar telas e gravar tudo o que acontece no escritório ou ambiente onde cada um dos computadores infectados está localizado.

Suas funcionalidades de backdoor (tipo de Trojan que permite acesso e controle remoto ao sistema infectado sem o conhecimento do usuário) permitem ao invasor coletar grandes volumes de informações. A ameaça também coleta dados do sistema, processos ativos, velocidade de conexão à internet, redes sem fio ativadas no computador infectado e informações sobre suas contas e senhas.

Os cibercriminosos que utilizam o InvisiMole também podem dar instruções e criar filtros para procurar arquivos específicos, tais como documentos que foram abertos recentemente, abri-los e fazer alterações neles. E para evitar qualquer tipo de suspeita, modifica as datas do último acesso ou da alteração mais recente nos documentos.

“Apesar de parecer ficção, as ameaças que podem espionar e monitorar tudo o que os usuários fazem em seus dispositivos existem na vida real e podem atacar quem lida com informações críticas, como era o caso do InvisiMole. Além de roubar informações e espionar as vítimas, a ameaça escapa dos radares de detecção e continua operando de forma oculta por vários anos. O objetivo da ESET é aumentar a conscientização entre usuários e empresas sobre os riscos que existem, para que possam tomar as precauções necessárias e, assim, utilizar a internet com segurança”, finaliza Camilo Gutierrez, chefe do Laboratório de Pesquisa da ESET América Latina.

Recent Posts

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

1 hora ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 horas ago

Chatbots de bancos e fintechs não entendem as emoções dos clientes, aponta estudo

A evolução da inteligência artificial nos serviços financeiros ainda esbarra em desafios relacionados à experiência…

2 horas ago

Motorola Solutions compra D-Fend por US$ 1,5 bilhão

A Motorola Solutions anunciou a assinatura de um acordo definitivo para adquirir a D-Fend Solutions,…

2 horas ago

Meta amplia controle para adolescentes

Nesta terça-feira (2), a Meta anunciou a expansão global de configurações de conteúdo para contas…

6 horas ago

Zero Trust não é sobre autenticação, é sobre decisão em tempo real

por Bruno Paiuca Dentro da jornada de digitalização dos ecossistemas de segurança, a validação e…

6 horas ago