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Além do Vale do Silício: o que empresários latino-americanos podem nos ensinar?

Se você é empreendedor provavelmente quer seguir a trilha de Steve Jobs, Bill Gates ou Mark Zuckerberg. Mas que tal ser como os empresários latino-americanos Damián Voltes, Lorrana Scarpioni ou Leo Prieto?

“Muitas vezes, ouço o aspirante a empreendedor comemorar apenas histórias do Vale do Silício. Ao fazê-lo, eles esquecem de estratégias bem-sucedidas em outras partes do mundo”, observa Agustin Moro Cañada, responsável pelo desenvolvimento de Negócios e Parcerias Globais da Telefónica Open Future.

Ele observa que a América Latina é um grande exemplo de região que realmente não deve ser menosprezada. É o local de nascimento de pelo menos seis empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, e esse número deverá subir. Como a Califórnia, nos EUA, a América Latina incentiva abertamente um espírito empreendedor. “Vemos isso na infinidade de organizações públicas e privadas que investem pesadamente em startups em toda a região nos últimos anos.” Um dos países destacados por ele foi o Chile. 

Com marcas latino-americanos como Globant, iBillionaire e Mural.ly tornando-se nomes conhecidos, inovadores de todo o mundo precisam prestar atenção no que funciona bem fora do Ocidente. Para ajudar novos negócios nesse sentido, ele listou alguns ensinamentos de startups da América Latina. Tome nota! 

Aproveite oportunidades de financiamento

Empreendedores na América Latina têm apoio dos setores público e privado. A Startup Chile foi o primeiro de muitos fundos patrocinados pelo Estado a surgir na América Latina. Hoje, ele é acompanhado por Startup Peru, Startup Brasil e muitos outros. A região também tem organizações de financiamento nacionais, como Innpulsa Colômbia e Corfo Chile, que oferecem suporte similar.

No entanto, a concorrência para conquistar esses fundos é feroz. Em 2015, o Startup Chile escolheu apenas 90 de 1,6 mil candidatos para participar de sua 13ª Geração de Financiamento. Mas aqueles que perdem não se intimidam e partem para a próxima oportunidade.  

Assim, o conselho do especialista aqui é: procure subsídios e fundos, construa um caso de negócios forte e, mais importante, certifique-se de cumprir os critérios do investidor antes da aplicação.

Lembre-se que empresas nem sempre são competidoras

A abundância de apoio público e privado para startups na América Latina fez com que muitos empreendedores da região começassem seus negócios a partir de parcerias empresariais. 

Um bom exemplo dessa abordagem pode ser encontrado na startup do Chile Smartbox TV, que desenvolve aplicações para plataformas de TV por assinatura e emissoras de televisão. Tendo sido suportada pelo programa de aceleração Wayra, da Telefónica, a equipe da SmartBox TV desenvolveu uma série de aplicações que podem ser usadas em todas as plataformas da Telefónica. A consequência é que, não surpreendentemente, a maioria dos clientes atuais da Smartbox TV é da Telefónica.

“Antes de começar uma empresa, verifique o que as demais estão fazendo. Você pode desenvolver um produto ou serviço que permite acesso a um negócio existente para um novo público? Você pode sugerir uma parceria que ajude no seu sucesso?”, reflete o especialista.

Não subestime os benefícios de ser bilíngue

A América Latina oferece 300 milhões de potenciais clientes para startups dispostqs a falar a língua deles. Empreendedores que constroem seus negócios nos EUA ou na Europa Ocidental devem pensar além de sua própria língua, a fim de aproveitar oportunidades que eswa base de clientes pode oferecer.

Empresas que operam em apenas um idioma colocam-se em uma desvantagem imediata quando comparadas com seus concorrentes bilingues.

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