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AGCO alinha operação global e garante agilidade em projetos de P&D

A AGCO, fabricante e distribuidora de equipamentos agrícolas, recentemente alterou a maneira com que seus processos de produção eram realizados. A companhia, que atua nos cinco continentes, precisou buscar uma forma de integrar a produção dos trabalhos, que são realizados em localizações diferentes e com diferentes softwares de gestão empresarial (ERPs).
Segundo o especialista em Engenharia, Sistemas e Projetos da companhia, Leonardo Bassin, a forma ideal para substituir os produtos que já estavam com o final de vida anunciado foi passar a utilizar, em instância global, a solução Windchill 9.0, ferramenta de PLM (Product Lifecycle Management, na sigla em inglês) da PTC, provedora de soluções.  A partir da tecnologia, é possível gerenciar todas as etapas de produção de um produto, aumentando a produtividade e ganhando em qualidade e performance, segundo a empresa.
“Apesar de operarmos com sistemas diferentes em cada país, podemos ter todas as operações integradas. Se um engenheiro trabalha no design de uma peça na China, ele pode salvar o projeto e então outro colaborador, que esteja localizado na França, por exemplo,
poderá continuar a operação exatamente onde o último funcionário parou”, detalha Bassin.
Ganhos
Com a mudança, foram migrados mais de 4,8 milhões de EPM Documents (Enterprise Projects Management, na sigla em inglês), 168 mil documentos, 61 milhões de links e 3,9 milhões de arquivos de CAD -formato em que projetos de design de produtos são salvos-, obtendo um ganho considerável no espaço em disco e melhorando a troca de dados. Além disso, a partir de um único PLM, foi possível tornar o setor de P&D mais efetivo, o que trouxe, de acordo com a empresa, uma redução de custos e ganhos em qualidade.
A unificação da forma de trabalhar, tornando tudo parte de um único processo, além de ajudar na integração dos times de projeto, também facilita na hora de adaptar os funcionários oriundos de aquisições da companhia. “Várias formas de trabalhar em uma mesma empresa tornam-se um problema, mas é algo comum de acontece quando funcionários de diversas empresas passam a operar sob uma única bandeira. A partir do gerenciamento, isso pode ser evitado”, avalia Bassin.
Desafios
Apesar de bem-sucedido, foi necessário superar alguns desafios para que a implementação ocorresse de maneira eficaz. Segundo o executivo, é necessário entender que processos fazem parte da interação com as pessoas, e não softwares. Bassin ressalta que é possível contar com o melhor software à disposição, mas que se as pessoas não comprarem a ideia e não focarem na utilização, o software acabará perdendo a utilidade.
O executivo diz ainda no que diz respeito à equipe de colaboradores, é importante que o time que trabalha com esses projetos permaneça unido por bastante tempo, de forma que a resolução de problemas é mais fácil porque os players já estão mais integrados.
O executivo também salientou a importância de realizar os trabalhos em equipe com os revendedores e implementadores.
Por fim, Bassin enfatiza que para o projeto realmente ser eficaz é necessário ter toda a documentação para inserir na solução. “Utilizar um PLM não é um processo simples, é preciso documentar diversas informações e aprender a importância delas para ensinar aos usuários que irão trabalhar com a ferramenta os processos a serem seguidos”, conclui.

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