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Adeus, Chief Data Officer 1.0: mercado busca a quarta versão do CDO

De acordo com o Gartner Research Board, com o aumento do uso de dados e análises (D&A), a mentalidade do CDO (Chief Data Officer) deve mudar o foco em projetos e programas D&A para uma abordagem centrada no produto.

Para Mario Faria, vice-presidente e diretor de programa do Gartner Research Board, essa tendência mostra o surgimento de um novo tipo de líder, o CDO 4.0. “O CDO 1.0 foi focado exclusivamente no gerenciamento de dados. O CDO 2.0 começou a adotar a análise. O CDO 3.0 liderou e participou bastante da transformação digital. Esta quarta versão do CDO é focada em produtos e na gestão de lucros e perdas, em vez de apenas ser responsável pela condução de projetos e programas de D&A”, explica o executivo.

No modelo tradicional, os investimentos em tecnologias foram estruturados continuamente para a execução de negócios. Agora, as empresas estão iniciar o processo de alinhamento de financiamento, desenvolvimento e suporte contínuo para o gerenciamento de conjuntos de linhas de produtos com caráter duradouro. Segundo o Gartner, a expectativa é de que 72% das organizações passem a utilizar o modelo de produto ainda em 2019.

“A mudança para uma organização centrada no produto deve se concentrar em áreas de negócios onde há espaço para inovar, como apoiar um novo modelo de negócios”, afirma Faria. “As abordagens centradas no produto facilitam a rápida inovação e a interação, porque se concentram na experiência do usuário, na evolução dos requisitos e na diferenciação estratégica do que você está fornecendo.”

Para alcançar a mudança, as empresas de D & A focadas no produto precisam de novas habilidades, modelos de investimento, funções e cultura. Nesse sentindo, o Gartner aponta três etapas para que o CDOs comecem a se centrar no produto.

1. Planejar a plataforma

Antes da criação de um produto, o CDO precisa planejar a plataforma de D & A e depois eleger o plano de lançamento e o roteiro. Dessa forma, a equipe pode ser definida para a construção do ciclo de entrega ser realizada de forma eficaz. Mario Faria atenta para que os CDOs sigam os passos das gigantes de D & A, como Google, Facebook, Apple e Amazon, que primeiro pensam sobre os dados e posteriormente nos casos de uso. “A maioria dos líderes de D & A acredita que as plataformas de D & A desempenham um papel significativo em seu futuro de D & A, embora a escala e o escopo difiram por empresa, maturidade e níveis de investimento”, diz Faria.

2. Alterar modelos de investimento

A segunda etapa é atuar com os líderes das empresas para adequar ou modificar os modelos de investimento atuais, pois servir um setor individualmente não é mais considerado escalonável. No modelo de linha de produtos, elas são financiadas baseadas nos recursos de negócios suportados. Dessa forma, recursos comuns, incluindo infraestrutura, tecnologia e D & A, são financiados a partir de necessidades antecipadas.

3. Utilizar metodologia de gerenciamento de produto comprovada

Os líderes da organização devem definir a importância da gestão de produtos para alavancar o crescimento de forma eficiente. Para isso, deve-se ter clara a visão, objetivos, metas, escopo e métricas para que a abordagem centrada no cliente seja modificada para a inovação. “Nem todos os CDOs poderão fazer a transição de uma mentalidade de projeto ou programa para uma mentalidade de produto”, declara Faria. “Os CDOs capazes de entregar resultados usando um modelo operacional que esconde detalhes e está focado no uso melhor e mais escalável dos ativos de dados, terão sucesso.”

 

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