A adoção do Pix – sistema de pagamentos instantâneos brasileiro inaugurado em novembro de 2020 – segue crescendo não só entre varejistas online, mas também entre estabelecimentos físicos. A participação da modalidade entre os meios eletrônicos (incluindo cartões de crédito, débito e pré-pagos) no comércio brasileiro quase dobrou entre o primeiro e o segundo trimestres de 2021, saindo de 1,16% para 2,16%.
Os dados fazem parte da primeira edição de um estudo da Gmattos, consultoria especializada em meios de pagamento. A empresa projeta que, mantidos os vetores de crescimento do PIX e a estimativa do volume total de pagamentos com cartões em 2021, a nova modalidade instantânea poderá representar 3,4% do volume total no último trimestre desse ano.
A adoção pelos maiores lojistas online brasileiros cresceu 8,5 pontos percentuais entre maio e julho, passando de 32,2% para 40,7%. O estudo considera a aceitação das maiores lojas online do país de cada segmento, que juntas somam 85% do mercado.
Considerando pesquisas feitas desde janeiro, o Pix apresenta alta acumulada de 23,8 pontos percentuais no período – a aceitação era de 16,9% no primeiro mês do ano, ou seja, mais que dobrou em seis meses.
O pagamento na modalidade débito é a mais afetada pelo Pix, e não o boleto, como se acreditava em novembro de 2020. Das lojas online que aceitam PIX, 91,6% mantêm a aceitação de boletos, ao passo que apenas 33% aceitam simultaneamente o débito.
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