Abraçando meu primeiro MAC. O Mini que é o máximo

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3:11 pm - 31 de maio de 2012

Não usuário de MAC, ou pelo menos não era até pouco tempo atrás. Minha longa experiência com PCs vem desde a época do MS DOS. E olha que isso já faz muito tempo. Mas no ano passado fui convidado colaborar para uma sessão do portal IT Web denominada “Dicas do Xandó” na qual faço pequenos vídeos sobre produtos ou tecnologias que experimento. Escrevo sobre determinado assunto e complemento com um vídeo. A etapa final deste processo consiste em editar o pequeno filme em um MAC na redação da IT Mídia usando um MacBook e o programa iMovie. Trata-se de uma solução muito simples e cheia de bons truques que roda no MAC. Assim fui seriamente introduzido ao mundo MAC por meio da Adriele Marchesini, editora do portal IT Web. A partir daí vem a história que vou contar neste texto.

Na verdade já andava brincando de MAC usando uma máquina virtual em meu notebook (um Lenovo T400 de quase 3 anos mas bem robusto com seus 8 GB de memória). Fica até engraçado aquele notebook preto, com cara de “gente séria” (é a imagem dos Thinkpads) rodando um MAC OS X Snow Leopard. Mas não é a mesma coisa. O próprio iMovie não roda no ambiente virtualizado por falta de aceleração de hardware para a placa de vídeo. Mas confesso que este MAC virtual me ajudou bastante a conhecer os primeiros passos com o sistema da maçã.

O MAC Mini

Normalmente os MacBooks (notebooks) ou os iMacs (desktops) são as soluções mais conhecidas pelo público. O iMac consiste em um monitor que integra todo o hardware da Apple, associado a um mouse e teclado sem fio bluetooth. Está pronto o “All-in-One” Mac (que não é chamado assim) em formato de 21 ou 27 polegadas. O MacBook é aquele notebook pequeno, estiloso e na sua versão “Air” muito fino, leve, um precursor do conceito de Ultrabook que os PCs experimentam hoje. O MINI é menos glamoroso, pois consiste em uma diminuta caixa branca que encerra todo o hardware., mas não por isso menos interessante.

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A ideia do MINI é ser o MAC de entrada ou o primeiro MAC do consumidor. Até pelo preço. Existem dois modelos apenas. Nos EUA a versão mais simples custa US$ 599 e a versão mais completa US$ 799. Os iMacs e MacBooks começam em US$ 1199. Além disso, o Mini se torna uma opção econômica, pois monitor, teclado e mouse existentes podem ser usados.  Concordo que o visual do monitor, mouse e teclado da Apple são únicos e insuperáveis, mas ter um MAC de verdade, não apenas uma versão virtualizada, hardware avançado e por um preço bem acessível, isso me cativou.

Falando em hardware, a versão que adquiri, o Mini “top” (de US$ 799) tem as seguintes características:

  • Dimensões 19.7 x 19.7 cm por 3.6 cm de altura
  • Peso 1.22 Kg
  • Processador Intel Core i5 2.5 Ghz
  • 4 GB memória DDR3 (expansível até 8 GB)
  • HD de 500 GB
  • Vídeo (GPU) AMD Radeon 6630
  • Sáidas HDMI ou DVI com adaptador (1920×1080), Thunderbolt (2560×1600)
  • Rede WiFI padrão 802.11n e Ethernet Gigabit
  • 4 portas USB 2.0
  • Porta Firewire 800
  • Leitor de cartões de memória multi-formato
  • Bluetooth 4.0
  • Softwares : OS X Lion e iLife (iMovie, iPhoto e GarageBand)

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A versão mais simples do Mini vem com processador Core i 5 de 2.3 Ghz, 2 GB de memória e o vídeo é integrado Intel HD 3000 e não AMD Radeon 6630. Achei que por US$ 200 a mais valeria a pena investir na versão mais completa.

Se você ainda não conhecia o Mac Mini pode estar achando estranho que ele não tem dispositivo ótico de leitura (CD, DVD ou Blu-Ray). Em versões passadas ele já teve. Mas a Apple decidiu suprimir nesta versão para simplificar o produto. Caso seja necessário há duas alternativas. Usar um leitor externo USB ou software da Apple chamado “DVD Sharing” que permite o uso de um drive de DVD ou CD de outro MAC ou mesmo PC via rede (sem fio ou ethernet). No meu caso, que já usei bastante o Mini, posso afirmar que até então não precisei uma vez sequer do DVD. Mesmo tendo passado um aperto muito grande quando liguei o Mini na primeira vez.

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Também chamou minha atenção o fato do iLIFE estar incluído no preço contendo o iMovie que já uso, o iPhoto (catalogador e editor simples de fotos) e o GarageBand (editor de som). Assim o software que uso, motivador de meu interesse pelo MAC estava ali presente sem custo extra algum. Por fim, mobilidade não era recurso necessário para mim. O Mini, embora diminuto e leve, pode ficar estacionado na minha mesa do escritório. Não preciso de um MacBook neste momento.

Não pretendo me estender demais falando do Mini, pois está bem longe ele ser uma “novidade”. Muito pelo contrário. Há vários anos ele já existe e vem evoluindo. A plataforma atual tem melhorias de hardware, que citei brevemente. Novidade ele foi apenas para mim.

Aliás, para concluir a descrição do Mini eu preciso falar sobre o teclado. Falei anteriormente que o Mini pode usar qualquer teclado, mesmo de PC. Isso é verdade. Porém já sabendo que o MAC tem algumas teclas a mais, que não existem no PC, como por exemplo, OPTION, COMMAND e teclas de função de F13 até F19, pensei em ter um teclado “oficial”. Sei que as teclas mais importantes podem ser simuladas no teclado padrão de um PC. Mas eu recomendo que se compre um teclado APPLE para não haver dor de cabeça. Se um manual ensina que a combinação COMMAND-C serve para alguma função, tendo um teclado original não haverá dúvidas. Na sequência da história vocês verão que eu ter comprado um teclado original foi FUNDAMENTAL para resolver um sério problema.

Eu tinha duas opções. O teclado sem fio Blutooth, pequeno, lindo e sem fio ou a versão ampliada, com teclado numérico e cabo USB (que também funciona como USB HUB com duas portas). Por mera economia comprei a versão USB (US$ 49) enquanto a bluetooth custava US$ 69.

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A experiência de compra ? incrível diferença

Comprei meu MAC Mini em viagem recente aos Estados Unidos. Jamais achei que valorizaria este tipo de atributo. Mas foi tão chocante que preciso relatar e explicar. Eu já tinha visitado algumas lojas Apple pela cidade e já estava flertando com o Mac Mini. Em certo momento eu me decidi. Faltava apenas a efetivar a compra. Eu iria a uma loja Apple, mas antes disso acompanhei uma amiga na compra de um notebook em outra loja. Aliás, eu relatei esta hilária e absurda experiência no texto “Como não vender (e não comprar) um notebook“.

Quem leu o outro texto viu que eu acompanhei minha amiga a uma loja BESTBUY. E qual não foi minha surpresa ao descobrir que na BESTBUY também vendia Apple e tinha o MAC Mini mais barato. Enquanto o preço de lista nas lojas Apple era US$ 799 para o modelo que eu pretendia, lá custava US$ 769. Trinta dólares são trinta dólares, quase o preço do teclado. Iria comprar lá e não na Apple Store.

Pesadelo. Confusão. Atropelo. A BESTBUY é uma loja com riqueza de opções e preços competitivos. Mas esta loja em Orlando estava uma “muvuca” (com o perdão da popularesca expressão). Fila em todo canto. Gente reclamando que cartão de crédito não era aceito. Funcionários mal humorados, grossos até. Esperei quase 40 minutos em uma fila. Quando fui atendido o vendedor me falou que só tinha UM Mac Mini e que era “open iten”, ou seja, produto que alguém comprou , levou  para casa, se arrependeu e devolveu. E que por isso custaria US$ 719 e não US$ 769. Perguntei se eu poderia levar, testar e devolver se não estive bom. Ele disse que sim, mas que o produto estava revisado, não iria ter problema.

Fiquei com sérias dúvidas. A economia de US$ 80 (em relação à loja da Apple) era tentadora. Pensei que poderia comprar um teclado e um cabo HDMI por menos que esta diferença, levar para o hotel, testar na TV do quarto e ficar sossegado. Foi o que fiz, comprei o cabo HDMI, mas não o teclado, pois este estava em falta. E na saída da loja funcionários da BESTBUY fazem uma revista nas suas sacolas para verem se “por engano” você não está levando mais do que deveria. Tensão, gente indelicada, filas, longas esperas, revista na saída da loja. E para terminar a dúvida e insegurança se tinha feito um bom negócio de fato.

Apple Store, foi para onde me dirigi para comprar o teclado. Quem já entrou em uma dessas lojas no exterior (as do Brasil não são iguais) sente a imensa diferença. Tem muita gente sim. Mas o espaço é amplo, claro, bem iluminado. Tem um sem número de atendentes, imensas bancadas e mesas para experimentação dos produtos.

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Logo fui atendido, e comprei inicialmente o teclado sem fio. Rápido e sem filas. Ali mesmo nas bancadas o vendedor me atendeu usando um iPhone com um aplicativo especialmente desenvolvido para a função de “frente de loja”. Digitou os dados de meu cartão de crédito. Inseriu meu e-mail para eu envio do recibo e ali mesmo em uma das bancadas , discretamente postada havia uma impressora na parte inferior da qual ele extraiu o meu recibo. Simples assim.  Confesso que fiquei atônito com a diferença.

E sabem da maior? Ainda enquanto andava pelas imediações da loja eu me arrependi de ter comprado o teclado em sua versão menor e Bluetooth. Voltei na loja e em menos de 5 minutos eu já tive o valor restituído da compra anterior feito em meu cartão de crédito e já estava com o outro teclado em mãos. Toda a burocracia resolvida na palma da mão do vendedor/consultor com o iPhone em sua mão.

Chocante, impressionante e revelador. Isso que senti ao experimentar a operação de compra nas duas lojas. Duas situações muito diferentes. Algumas pessoas valorizam este lado “cool”, ou falando de outra forma, o jeito “legal e descolado” das lojas da Apple. Eu normalmente não valorizo muito estes atributos. A compra é na maioria das vezes um processo racional. Mas nem sempre. A experiência emocional que tive foi muito intensa. Entendo agora que parte do diferencial da Apple também se dá por conta de seus pontos de venda. E tudo isso de certa forma justifica o preço “premium” que se paga por seus produtos.

Conclusão

Meu grande amigo e também colunista do FORUMPCs, o Mestre Piropo, fez troça comigo quando contei que comprara um MAC. Ele disse que eu ia me converter à seita da maçã e seria mais um a engrossar as filas nas compras antecipadas dos lançamentos e defender a Apple como quem defende uma causa religiosa. Não isso não vai acontecer.  Eu sigo usuário de PCs por conta de todo o legado de aplicativos que uso. Mas fato é que minha amiga e editora do IT WEB, Adriele Marchesini me introduziu no mundo MAC por conta do iMovie e com o MAC Mini posso editar os vídeos das Dicas do Xandó em meu próprio escritório. É isso que importa!

Assim utilizo para novas experiências e necessidades meuo MAC Mini, uma solução muito eficaz, interessante e preço acessível. E por outro lado sigo usando tantas e tantas  aplicações indispensáveis no PC. Assim posso dizer que vivo o melhor dos dois mundos.

E se você pensa que esta história acabou aqui está redondamente enganado!! Eu me arrependi amargamente de ter comprado o MAC Mini “open iten”. Tive inúmeras dores de cabeça. Passei por um calvário e tanto. Será que o final foi feliz?? Contarei este lado da história em novo texto na semana que vem!!!

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PS: este texto foi publicado como “Abraçando meu primeiro MAC. O Mini que é o máximo” em meu blog pessoal FXREVIEW

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