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ABES e ANPEI repudiam fim do benefício fiscal à pesquisa, desenvolvimento e inovação

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e a ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras) se unem a outras 11 entidades empresariais para manifestar seu repúdio ao fim do benefício fiscal à pesquisa, desenvolvimento e inovação previstos na Lei do Bem. O descontentamento foi apresentado por meio de carta à presidente Dilma Rousseff.

“Apesar de ser um dos setores reconhecidos pela sua capacidade de impulsionar a economia, o setor de Tecnologia da Informação tem sido prejudicado pelo governo continuamente. Nem bem entrou em vigor a reoneração da folha de pagamento e o governo já emitiu duas medidas provisórias para revogar dois pontos da Lei do Bem”, explica Jorge Sukarie, presidente da ABES.
Com a última edição da MP 694, ocorrida no dia 30 de setembro, o governo revoga os incentivos às empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento e inovação, colocando em risco os Centros de Pesquisa e Desenvolvimento instalados no Brasil. Dias antes, o governo havia editado a MP 690, que em um de seus artigos revoga a isenção do PIS e da COFINS para dispositivos móveis dedicados ao consumidor como desktops, notebooks, tablets, smartphones, entre outros.
Para a entidade, o fim do incentivo da isenção destas contribuições, proporcionado pela Lei do Bem, deve trazer de volta a informalidade ao segmento, que desde a sua promulgação caiu de mais de 70% para menos de 20%, gerando assim diminuição de empregos regulares e menor arrecadação de outros impostos, principalmente, II, ICMS, IPI, IR e CSLL. A redução na venda destes dispositivos e o aumento da informalidade terão impacto negativo no desempenho do setor de software, tecnologia abarcada nesses aparelhos.
De acordo com o manifesto enviado pelas entidades, a sanção da Lei do Bem, em 2005, foi umas das principais conquistas da sociedade brasileira para o estímulo ao desenvolvimento da pesquisa e inovação empresarial, para a cooperação entre as entidades de ciência e tecnologia e para a atenção de centros globais de PD&I para o Brasil.
Ainda segundo o manifesto, os recursos da Lei do Bem estão vinculados, em média, a 50,8% dos projetos de PD&I das empresas que utilizam o benefício. O incentivo fiscal foi um dos principais viabilizadores econômicos para a implantação de 15 novos centros empresariais de grande porte nos últimos 4 anos no Brasil e foi relevante para a produção de no mínimo 20.000 novos produtos ou aperfeiçoamentos tecnológicos de processos para a sociedade e para a economia brasileira.

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