A Lei Geral de Proteção de Dados, ou LGPD, prevê para o próximo dia 1º de agosto o início de sanções financeiras contra empresas e entidades que desrespeitarem normas de proteção de dados dos cidadãos brasileiros. Falta menos de um mês, mas 92% dos brasileiros temem pela segurança de suas informações em ambiente digital, apesar de saberem que as empresas com as quais interagem os guardam.
Em uma escala de 1 a 10, a nota média dada pelos entrevistados foi 5,1 quanto ao nível de segurança de informações pessoais na internet. É o que revela uma pesquisa encomendada pela Mastercard ao Instituto Datafolha e revelada nesta quinta (1º).
Redes sociais foram considerados os ambientes menos confiáveis, enquanto hospitais, clínicas de exames médicos, escolas e faculdades são as instituições em que os pesquisados mais confiam.
O levantamento foi realizado com o objetivo de mensurar o nível de preocupação e segurança dos consumidores dentro de ambientes de trocas de dados e informações. Apenas 13% avaliam que os dados estão muito seguros, enquanto 21% dizem estar inseguros.
“A utilização de serviços digitais foi alavancada pela pandemia do novo coronavírus. Ao mesmo tempo, cresceram também os golpes, fraudes e ataques cibernéticos contra pessoas e empresas. Por isso, segurança digital ganhou ainda mais relevância para consumidores e organizações e será um aspecto crítico para o futuro”, diz em comunicado Estanislau Bassols, gerente geral da Mastercard.
Quase 70% dos entrevistados pelo Datafolha dizem saber que quando acessam uma rede social, compram pela internet ou fazem transações financeiras os dados ficam armazenados por essas empresas. E que eles são usados para direcionar ofertas, benefícios e monitorar hábitos.
A pesquisa revelou ainda que 73% dos entrevistados dizem já ter sofrido algum tipo de ameaça digital, como mensagens falsas e tentativas de roubo de senha. Muitos adotam medidas adicionais de segurança: mais de 80% disseram que evitam clicar em links suspeitos e 75% que evitam utilizar redes públicas de Wi-Fi. 64% possuem senhas diferentes para cada conta ou aplicativo.
O estudo foi realizado pelo DataFolha, por solicitação da Mastercard, entre 5 e 8 de janeiro de 2021. Foram feitas entrevistas telefônicas com 1.517 pessoas com mais de 16 anos em todo o Brasil.
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