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A melhor arquitetura para a rede sem fio de uma filial – Parte 3

As tecnologias RAP, da Aruba, e H-REAP, da Cisco, apenas

para escolher duas como exemplo, reintroduzem inteligência ao modelo de PAs

leves “burros”, e são projetadas para reduzir as idas e vindas ao

controlador trocando pacotes localmente se eles são destinados a dispositivos

locais. O processo de configuração de um ponto de acesso com a tecnologia RAP ou

a H-REAP exige somente que seja configurado o dispositivo para que ele reconheça

a LAN, de modo que a comutação local possa ser realizada quando for possível.

Imagine uma situação na qual Maria e Roberto estão no mesmo

escritório, e o PC de Maria precisa se conectar ao PC de Roberto. Se os pontos

de acesso locais estiverem conectados ao controlador da sede por meio da WAN de

um modo convencional (ou seja, sem nenhum recurso de inteligência de comutação

local), o volume de transações na WAN será enorme. Utilizando a funcionalidade

da tecnologia RAP ou da H-REAP e acrescentando alguma inteligência a suas

decisões sobre a comutação, os fluxos de dados podem ser otimizados.

Assim como acontece com as outras opções de design, existem

algumas considerações que se deve ter em mente. Primeiramente,

os PAs com tecnologias RAP/H-REAP não são projetados para trabalhar com VoIP

sem fio ou outros aplicativos sensíveis à latência. Além disso, embora RAP e H-REAP

permitam alguma solidez quanto à autenticação local, geralmente, se o acesso ao

controlador for perdido, novos usuários não conseguirão fazer a autenticação

utilizando mecanismos comuns de 802.1X/EAP. Dependendo de qual seja o seu

método de autenticação, alguma configuração pode ser realizada nos próprios PAS para oferecer alguma autenticação

local de usuários para ajudar a eliminar as interrupções quando os recursos da WAN

não estiverem disponíveis. O suporte técnico dos fabricantes quanto à

autenticação local e aos tipos de Extensible

Authentication Protocol (EAP) varia, portanto, assegure-se de sua compatibilidade

antes da implementação.

Uma grande vantagem está nos escritórios remotos flexíveis: quando

um PA está no modo RAP/H-REAP, ele pode fornecer aos usuários remotos, acesso

seguro aos recursos corporativos. Esta abordagem pode ser estendida para os

profissionais que trabalham viajando, que podem conectar um ponto de acesso

previamente configurado diretamente na rede de um cliente. Nesse sentido, os

dispositivos com a tecnologia RAP, da Aruba, têm uma vantagem, porque utilizam

protocolos IPsec VPN padrão para proteger a conexão entre o PA e o controlador,

e permitir o acesso, com ou sem fio, diretamente ao PA, para a canalização de

volta ao controlador. O sistema da Aruba também apresenta outros benefícios, como

a capacidade de atravessar portais remotos cativos, como aqueles comumente

encontrados em hotéis. Por

outro lado, o H-REAP, da Cisco, utiliza o Light Weight Access Point Protocol (LWAPP), que autentica os

componentes de WLAN com certificados públicos e criptografa as comunicações com

o Advanced Encryption Standard.

Em termos gerais, a arquitetura RAP/H-REAP é ideal para

expandir as WLANs corporativas para locais remotos, exigindo até três PAs. A TI

ganha recursos e opções de design que facilitam a consistência, ampliam o

gerenciamento centralizado e proporcionam a visibilidade da WLAN nos

escritórios remotos. Mas mesmo com essas vantagens, existem usos para os quais

não existe um substituto para o controlador local dedicado.

Nesta sexta-feira (05/09), você confere a última parte das quatro

reportagens sobre a implantação de redes sem fio em escritórios

filiais. Enfim, qual a melhor estrutura a escolher?

Leia anteriores:

– parte 1

– parte 2

– parte 4 (a partir de 05/09)

* Richard S.

Dreger Jr. (CISSP, CWNE) e Grant P. Moerschel (CISSP, CWSP, CCSP) são

co-fundadores da WaveGard, uma companhia de consultoria de tecnologia

independente. Entre em contato com os autores, pelo e-mail: info@wavegard.com.

 

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