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A jornada da Via Varejo na mobilidade

Há cerca de cinco anos, a Via Varejo, controladora das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, começou um trabalho que visava aumentar a produtividade da sua equipe de montagem de móveis – o segmento que representava o maior número de vendas para a empresa, sendo 700 mil as entregas mensais nessa categoria, bem como a satisfação do cliente.

Para isso, era necessário ganhar tempo. Com isso em mente, Julio Baião e sua equipe de TI investiram fortemente na modernização do serviço por meio da mobilidade das 6,5 mil equipes de montagem disponíveis da empresa, composta por duas pessoas cada.
“Anteriormente, essas equipes tinham de passar em um centro de distribuição para recolher as ordens de serviço para os clientes que seriam atendidos naquele dia e só então efetuar o processo de montagem”, conta Júlio Baião, CIO da Via Varejo, completando que todos os pedidos eram feitos em papel. O executivo relatou sua experiência com mobilidade para modernizar os negócios nessa terça-feira (17/11), durante o IT Forum Expo 2015.

Em 201, a equipe de TI da empresa comprou tablets, que permitiram aos entregadores ganhar mais tempo para atendimentos, porque eles não precisavam mais passar nos centros para pegar as ordens de serviço. Além disso, por conta do acesso à internet, a central poderia ser informada assim que um trabalho fosse finalizado – e não como antes, que o funcionário teria que retornar à noite para dar baixa no sistema. De três a quatro montagens que eram feitas diariamente, o número saltou para sete e oito atendimentos.

Com o sucesso da iniciativa, outras implementações foram traçadas para incrementar outras partes do mesmo trabalho, como as equipes de assistência técnica, que ganham mais agilidade para realizar os retrabalhos que aconteciam por conta de pequenos imprevistos detectados apenas no dia das montagens, como reposição de peças ou avarias.

Além disso, houve também modernização da roteirização, que também garantiu mais tempo às equipes por gerenciar melhor a logística das entregas; o que Baião chamou de cockpit de vendas, ou seja, que permite aos funcionários saber em qual situação está uma determinada venda; e, por fim, a melhora na venda assistida, ou seja, a modernização dos terminais de vendas nas lojas físicas.

Apesar de todas as melhorias, Baião afirma que o trabalho ainda não acabou. “Entendemos que o foco deve ser no cliente e ainda há muito a se fazer nas lojas”, diz. “Olhamos oportunidades e focamos na ideia do que era necessário ser feito para melhorar a produtividade e a satisfação no cliente e não na tecnologia que poderíamos usar em si – o que acabou sendo uma resposta natural chegar à mobilidade.”

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