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A criatividade é o limite, diz executivo da MediaTek sobre IoT

O mercado de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) está crescendo exponencialmente nos últimos anos. De acordo com a IDC, o IoT é um acelerador da inovação – e por esse motivo tem chamado muito a atenção da indústria.

Um exemplo da revolução que essa tecnologia pode trazer pode ser vista no relatório State of Smart Home Report, da empresa iControl, que aponta que 53% dos proprietários de casas acreditam que, dentro dos próximos dez anos, será possível controlar qualquer equipamento em suas residências utilizando um controle remoto único, como um smartphone.

Esse também é um dos segmentos que a MediaTek está investindo. Em uma apresentação para jornalistas durante a feira Eletrolar Show, o vice-presidente de vendas da companhia, Finbarr Moynihan, comentou sobre uma tecnologia que a MediaTek está apostando nesse segmento: a CrossMount, que permite a instalação de recursos compartilhados entre dispositivos, bastando apenas que eles estejam conectados a uma rede em comum.

“Atualmente, os dispositivos, seja smartphone, smartTV ou qualquer outro, estão presos a uma limitação de hardware e, com o CrossMount, essa limitação não existe”, diz. Um dos exemplos utilizados pelo executivo para demonstrar como funciona a tecnologia foi com a câmera de smartphone. Desse modo, é possível tirar fotos de eventos, por exemplo, de diversos ângulos utilizando as diferentes posições de aparelhos distintos, mas conectados.

Para Moynihan, a criatividade é o limite, porque essa tecnologia permite “conectar coisas diversas como iluminação da rua ou aparelhos domésticos, como geladeira e ar-condicionado, bem como smartphones e vestíveis”, afirma.

Evolução
A invenção e a evolução do mercado de smartphones foi um evento disruptivo para a indústria, na visão do executivo, porque tais dispositivos absorveram características de outros segmentos, como câmeras de vídeo e fotográficas, GPS e até mesmo games. “Os smartphones mudaram o modo como interagimos com pessoas, com objetos e com o mundo”, disse, acrescentando que a tendência é aumentar as características e sempre aprimorar os aparelhos.

A prioridade dos usuários de smartphones, aos poucos, passou a ser usabilidade e design. Além disso, de acordo com a empresa, 60% dos usuários de smartphones possuem fotos e vídeos como as ferramentas mais utilizadas.

Nesse cenário, surgem devices cada vez mais finos e com mais recursos, o que traz um desafio enorme para a indústria que tem de lidar com o paradoxo de manter a eficiência sem exigir tanto da bateria.

A MediaTek está endereçando essa questão com a segunda geração do seu chipset Helio, o X20, que tem como foco a economia da bateria em até 30% e tem previsão de chegar ao mercado no final do ano.

O Helio X20 é deca-core, ou seja, possui dez núcleos, e tri-cluster – o que significa que ele tem a capacidade de dividir o seu processamento em três partes para endereçar o uso de aplicações conforme a necessidade, como explica Moynihan.

Ele também possui processamento de imagem diferenciado que permite identificar o batimento cardíaco da pessoa à distância e reconhecimento de objetos, por exemplo. “Acreditamos que o foco no futuro será na experiência do usuário e é isso que queremos endereçar com o Helio”, disse.

Mercado
Com relação ao mercado, Moynihan ressaltou a importância do segmento de mobile para a empresa. “Não posso revelar muitos números, porque ainda estamos em um momento de silêncio, mas posso garantir que estamos 100% comprometidos com esse segmento, afinal 66% da nossa receita é proveniente do mobile”, afirmou.
O executivo comentou também que a empresa tem planos de expansão no cenário norte-americano, onde a sua participação fica na casa de um dígito. Em 2014, a companhia alcançou a marca de 350 milhões de smartphones equipados com seus chipsets – o número global chegou a 1,3 bilhão de unidades.

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