Com redes sociais, malwares dobram em 2010

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11:20 am - 21 de janeiro de 2011

Aparece um novo malware, em média, a cada um segundo. Em 2010, 95 mil peças únicas de malware apareceram no total, dobrando o volume de incidências em 2009. Essas descobertas foram divulgadas nesta semana pela Sophos Security Threat Report.

Invasores também estão cada vez mais concentrados em redes sociais. A Sophos disse que em 2010, 40% dos usuários dessas plataformas receberam malware, mais dos que os 36% de 2009. No mesmo período, o número de pessoas que receberam spams por meio de mídias sociais aumentou de 57% para 67%, enquanto o total de internautas que sofreu um ataque phishing aumentou de 30% para 43%.

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O relatório observou também que os Estados Unidos continuam a liderar o mundo em transmissão de spam, com 16% do total mundial. Mas outros países também viram a sua produção crescer. Os mais notáveis foram no Reino Unido e França, onde cada uma transmitiu 4% do volume mundial.

“Nós vimos uma queda significante de spam vindos da América do Sul – uma queda de 7%, que é, na verdade, bem significativa”, disse Beth Jones, pesquisadora sênior no SophosLabs em Boston. “Ou talvez o partneka – a máfia Russa – esteja expandindo seu alcance, porque obviamente a China a vem reprimindo.”

Beth disse que com o volume de malware de hoje, é quase possível de realizar detecção de assinaturas. “Consegue imaginar o aumento dos dados?” ela disse. Assim, os fornecedores de segurança estão se focando em mecanismos de detecção mais proativos.

À luz das principais ameaças atuais, um passo proativo que as organizações podem tomar para melhorar sua segurança é abordar o uso de redes sociais por meio do uso de políticas  aceitáveis ou instituir alguns acessos de restrição, disse Beth.

 “Nós estamos vendo muito mais malware e tentativas de phishing com mídias sociais e estamos percebendo muita preocupação com negócios, mas nós não vemos empresas restringirem o acesso dos usuários, o que é surpreendente”, disse, “porque se eu fosse uma corporação, estaria muito mais preocupada com a perda de dados do que com os incidentes com malware”.

Seu raciocínio: considerando a predominância dos firewalls e softwares de antivírus, hoje a maioria dos malwares tem uma boa chance de ser descoberta. Mas não um vazamento de dados – acidental ou não. “A perda de dados é um problema maior, porque se a informação dos clientes vazar. O que acontecerá ao seu negócio?”

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