Presidente da TIM Defende Cooperação Entre as teles parágrafo Demanda reprimida atender

O presidente da TIM Brasil, Luca Luciani, defendeu uma maior
cooperação entre as operadoras para fomentar a construção de infraestrutura
capaz de atender às latentes demandas por aumento dos serviços de
telecomunicações. “Ninguém pode ir sozinho, não faz sentido, por exemplo,
construir um backbone sozinho para cegar à Amazônia”, destacou em sua palestra
durante a Futurecom 2010.
Com os olhos voltados ao interior do País e a áreas ainda
não “bem-atendidas” em telco, Luciani usou os números do crescimento do PIB e
do aumento da base da pirâmide sociais (incorporação de 100 milhões de pessoas
à classe C) para salientar a importância de alcançar esta enorme lacuna ainda
carente de serviços de telecom. “O Brasil é o quarto mercado móvel do mundo.
Ninguém tem tamanho assim. Há somente três maiores: EUA, China e Japão”,
pontuou.
O presidente da TIM vislumbra a possibilidade de, ao atender
à demanda reprimida, dobrar a receita do mercado. “E a competição é o motor da
penetração.” De acordo com ele, a infraestrutura digital representa o desafio
primário, sendo a transmissão o grande gargalo para a banda larga. Algo comum
entre os players móveis e fixos. “Os
custos médios de transmissão por site subiram entre 2008 e 2010. Temos de
trocar a estrutura de oferta para chegar a este mercado.”
Luciani defendeu que as empresas precisam se ajudar para
conseguir ofertar serviços ao universo em potencial que se forma. “O gargalo é
o igual na fixa e móvel, porque a fibra que vai conectar é a mesma. Não é uma
posição competição de uma empresa e outra, mas é setor. E temos um publico
enorme que esta esperando a nossa oferta.”
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