Especial IT Web 10 anos: Microsoft aposta no Windows Phone 7 para ganhar market share

As versões anteriores do Windows Mobile não conseguiram
encantar usuários e atrair o mercado corporativo em massa. Atualmente,
a plataforma móvel da Microsoft soma menos de 8% de market share de acordo com diversas empresas de pesquisa. Mas a
companhia não quer perder tempo e aposta muitas de suas fichas no Windows Phone
7 Series para reverter a situação e atrair os holofotes capitalizados por Android,
BlackBerry e iPhone.
“O Windows Phone 7 leva a plataforma para um nível mais
sofisticado. Tem Silverlight embarcado, XNA, arquitetura Xbox Live, então, você
tem os jogos dentro do smartphone,
terceira dimensão e Zune”, enumera Celso Winik, gerente de mobile da Microsoft. “Estamos há mais de dez anos investindo em
mobilidade e criamos um grande ecossistema com operadoras e desenvolvedores. Isto
deve aumentar com o Windows Phone 7.”
A perspectiva do executivo é também esperada pelo mercado.
Os protótipos com a nova versão do sistema operacional agradam, mas todos que
experimentaram a plataforma dizem se tratar de um sistema totalmente renovado.
Talvez fosse este o objetivo da companhia: modificar totalmente a experiência
que o usuário vinha tenho com o Windows Mobile e se aproximar a interatividade
provida pela concorrência.
Winik, entretanto, ainda defende a versão atual vendida no
mercado, a 6,5, dizendo que ela já trouxe certa renovação, sobretudo na
experiência que o usuário tem ao manusear o navegador. “Ele traz a versão do
Internet Explorer do PC que suporta Flash, tem segurança. Além disso, o
Marketplace traz uma série de aplicações.”
Embora acredite na importância dos navegadores, assim como
outros entrevistados para esta série de reportagens sobre as mudanças na interação com web decorrente de dispositivos
e aplicativos móveis, o gerente para Mobile da Microsoft não reduz a importância das
aplicações, lembrando que elas configuram um meio de consumir conteúdo de forma
mais simples. “Elas trazem uma interface mais rica e simplificam o acesso à
informação. Em alguns cenários menos é mais. Tendo algo mais objetivo, você
consegue entender melhor e tomar decisões com melhor critério”, defende
De forma geral, Winik acredita que a companhia trará uma
reviravolta ao mercado móvel, principalmente quando se avalia a plataforma
móvel por dois pilares: uma experiência integrada com Windows e a produtividade
boa e fidedigna ao PC com o pacote Office. Mas é bom lembrar que, em agosto
passado, a fabricante fechou parceria com a Nokia para levar o Office para os
celulares com Symbian, deixando de ser algo exclusivo.
“Acompanhamos a evolução. Os hardwares têm bateria melhor e
telas brilhantes que proporcionam experiências diferenciadas. Queremos levar
experiência rica tanto em browser quanto em aplicativo e integração forte com
redes sociais”, finaliza.
Esse entusiasmo é comum a todos os executivos da companhia.
Em março, durante a Cebit, em Hannover, o COO da Microsoft, B Kevin Turner, afirmou que a plataforma mudaria o jogo no
cenário móvel, levando uma revolução a este segmento. “Precisávamos disso e os
aparelhos que adotarem nosso sistema terão o que nenhum outro celular tem”,
comentou, na ocasião. Agora, é esperar para ver. A perspectiva é que os
primeiros smartphones com Windows Phone 7 cheguem ao mercado no fim deste ano.
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telecomunicações IT Web. Para comemorar a data,
diversas reportagens serão publicadas ao longo do mês de abril com
objetivo de, mais que fazer uma retrospectiva, analisar as mudanças
pelas quais o mundo e os negócios passaram, além de apontar tendências
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