O ano da nuvem no Brasil e os R$ 40 milhões da IBM

Recentemente, a IBM anunciou o investimento de 40 milhões de reais para incentivar a adoção da nuvem pública e privada no mercado corporativo brasileiro. Segundo a Big Blue, o novo IBM SmartCloud Enterprise (SCE) é voltado a empresas de todos os portes que buscam agilidade para os seus negócios, sendo que o formato de pagamento é totalmente flexível, com preços a partir de 0,13 reais por hora de uso.
José Luis Spagnuolo, diretor de cloud computing da IBM Brasil, afirma que todo investimento não está apenas focado na disponibilidade da tecnologia, mas também tem o intuito de mudar a chave corporativa quanto ao modelo de cloud computing. ?É uma mudança para a infraestrutura empresarial e para todo o quadro de profissionais dentro da companhia, que devem começar a basear seus negócios nesta nova visão flexível de mercado?, pontuou o diretor.
O IBM SmartCloud Enterprise é composto por soluções compatíveis com uma ampla variedade de cargas de trabalho dinâmicas, como business analytics, páginas na web, social business, ambientes de desenvolvimento e testes.
Em comunicado na época do lançamento, Spagnuolo afirmou que a IBM estava investindo 40 milhões de reais para também preparar seu data center de Hortolândia para as ofertas dos serviços da SmartCloud Enterprise + (SCE+), uma infraestrutura de cloud privada para fornecer a tecnologia como serviço para clientes corporativos. ?Com esses serviços, a IBM pretende alavancar também seu portfólio de outsourcing baseado em Cloud Computing?, afirmou.
Neste ponto da tercerização, o executivo aponta o modelo de infraestrutura como serviço (IaaS) como uma ótima alternativa para empresas menores que buscam uma expansão no mercado, e isso pode ser refletido a canais que podem adaptar suas oferta dentro do espaço virtual da IBM.
Questionado sobre a viabilidade deste tipo de serviço no Brasil, uma vez que a infraestrutura de banda deixa a desejar, Spagnuolo conta que foram realizados testes em todo o País, e que o tempo de resposta foi ?extremamente positivo?. ?A latência do serviço está aderente a padrões mundiais, não o ideal, mas caminhamos de forma acelerada para isso?, explicou. Por trás da disponibilidade há, claro, aceleradores e investimentos para alta escala de processamento, informou o executivo.
A atuação da IBM estará bastante focada no desenvolvimento de negócios nas grandes e médias grandes empresas, sendo as PMEs o grande mercado para os integradores da base da fabricante, ?agregando serviços e suporte?. A expectativa é que o segundo semestre deste ano seja repleto de negócios, com aumento da adoção e compreensão da tecnologia como negócio. ?Esse é o ano da nuvem no País?, afirmou o diretor.
O apelo que o executivo espera que seja adotado pelos canais para a oferta da nuvem pública da IBM é fazer com que as PMEs tenham conhecimento para focar no core de seus negócios, ?deixando a infraestrutura para nós?. ?A curva do aprendizado notada anteriormente aos poucos se tornará a curva de maturidade?, analisa.
Para o diretor de cloud computing, as empresas que já trabalham de alguma forma com processos internos tercerizados, como impressão, por exemplo, entendem com maior facilidade a questão de adoção de computação em nuvem. ?Já é uma parte da empresa na mão de alguém. Por mais que seja um exemplo bastante subjetivo, é uma forma de iniciar o diálogo de maneira efetiva?, afirma. ?Questionamentos com segurança já não devem mais fazer parte, uma vez que não há nada de mágico nisto, sendo que há, por vezes, mais risco na infraestrutura interna do que na disponibilidade pública?, ressalta Spagnuolo.
De acordo com dados da IDC, o mercado brasileiro de cloud Pública crescerá quase sete vezes até 2014. Atualmente, 18% das médias e grandes empresas do País já utilizam alguma aplicação de computação em nuvem – até 2013, esta fatia deverá saltar para 30% a 35%.
