IBM investirá US$ 10 mi nos parceiros do Brasil em 2012

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9:00 am - 18 de março de 2014

A IBM destinará 20 milhões de dólares em seus parceiros latino-americanos em 2012. Metade dos recursos serão destinados aos aliados brasileiro. A verba irá basicamente a treinamentos, capacitação, certificação e geração de demanda.

O dinheiro faz parte de um plano anual de investimentos que visa alocar anualmente quantias semelhantes no ecossistema de aliados da região.

O movimento integra-se a uma estratégia financeira desenhada pela companhia que se baseia em entregar 20 dólares por ação, ao ano, em 2015. ?Esse é um guarda-chuva para uma base de crescimento e melhores margens?, explica Marcelo Zuccas, vice-presidente de parcerias de negócios da companhia para América Latina.

Para entregar os resultados esperados, aposta em tecnologias de business analytics, cloud computing, smarter planet e mercados em crescimento.

Zuccas comenta que a alavancagem da unidade de análise de negócios vem de uma importante demanda por máquinas de maior potência que se combinam com softwares e garante à Big Blue margens atrativas.

A inclinação para a computação em nuvem vem da crença da fabricante na adoção em massa do conceito, o que traria uma série de benefícios somados a ganhos de escala. Além disso, cloud computing ajudaria a endereçar soluções ao midmarket.

Nas outras frentes, enquanto o conceito de planeta mais inteligente vincula-se a, basicamente, ações junto a governos para melhoria de questões da sociedade; os mercados emergentes revelam-se para IBM como uma grande oportunidade de incrementar seu faturamento a partir de expansão geográfica.

O executivo cita o fato de que companhias em mercados em crescimento investem cerca de 1,5% de suas receitas em TI, enquanto em países de economias mais maduras esse percentual sobe para 5%. ?Isso nos dá três vezes mais oportunidades?, dimensiona.

É justamente nesse quarto ponto que entra uma abordagem mais intensa com relação aos aliados de negócio. A ideia, segundo Zuccas, para cobrir regiões com potencial de negócios e ainda desatendidas consiste em fazer uma cobertura primariamente através de canais, que são suportados por algumas iniciativas de aberturas de escritórios.

A IBM, no caso, está aberta a parceiras dos mais variados perfis em todos os pilares estratégicos onde pretende atuar. Se apenas para cobrir uma geografia pode se recrutar uma revenda com perfil mais simples de atuação, para vender ferramentas de análise a intenção é ter canais fortes, treinados, certificados e sensibilidade para resolverem problemas de negócio.

Zuccas acredita, ainda, que a área onde a companhia mais crescerá seu número de canais na região ficará com a parte de smarter planet. Embasando sua visão, ele cita a presença forte dos parceiros em projetos desse tipo, que participaram de 44 das 70 referências que a fabricante coleciona dentro do conceito na América Latina.

*O jornalista viajou aos Estados Unidos à convite da IBM.

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