Telefónica inaugura sede para 11 mil na Espanha

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11:26 am - 09 de outubro de 2008

Com as presenças do rei Juan Carlos e da rainha Sofia, de

Espanha, a Telefónica inaugurou, nesta quarta-feira (08/10), oficialmente sua nova sede no

Distrito C, um bairro distante 40 minutos do centro de Madri. Ali

ficarão instalados 11 mil dos 24 mil funcionários na capital. Ao todo,

espalhados pelos quatro continentes, contabiliza 78 mil. A idéia de

centralizar uma parte desse contingente num único local é antiga, tomou

corpo há alguns anos e teve sua construção efetivamente levada a termo

há 4 ou 5 anos, tendo demorado 2,5 anos para a obra ser concluída, em

2006.

Leia também: Apesar da crise, Telefónica direciona foco para AL

O conceito da sede é de auto-sustentabilidade e os recursos que

envolveram o projeto ultrapassam os € 500 milhões. Aliás essa conta foi

difícil de ser feita. Muitos executivos abordados ficaram confusos

porque, segundo disseram, é necessário subtrair todos os gastos que

manter sedes alugadas representava. Depois de 85 anos espalhada em

vários edifícios, a Telefónica optou por adquirir um amplo espaço e

preenchê-lo com um complexo de 17 edifícios baixos, assinado pelo

arquiteto Rafael de la Hoz, com muitos espaços vazios, quatro torres de

50 metros de largura por 50 metros de altura, completamente

envidraçadas.

A propagação da luz recebeu atenção especial e a cobertura é feita

de 16 mil painéis fotovoltaicos, a maior superfície solar da Europa,

gerando 10% do consumo anual de energia do complexo. O conjunto marcado

pelo desenvolvimento sustentável conseguiu reduzir em mais de 5 mil

toneladas ao ano de emissão de gás carbônico na atmosfera.

A nova sede foge de todos os padrões mais comuns de escritórios.

Trata-se da maior de uma única empresa na Europa, com 367 mil m

construídos, dos quais 170,2 mil m em escritórios e 16,3 mil m em

serviços. As torres e os prédios seguem arquitetura simples de linhas

retas e espaços vãos, lembrando Brasília. Existe um edifício central,

um de serviços, centro de saúde, academia, escola infantil e

restaurantes. Essa parte permanece aberta nos fins de semana,

reforçando um conceito de projeto social aberto. A Telefónica construiu

uma estação de metrô dentro do complexo, mas os funcionários ainda não

a utilizam em grande escala, preferindo chegar de carro.

Os espaços de escritórios obedecem a uma nova conceituaçaão

democrática. Os diretores não ocupam, como é comum ocorrer, os espaços

nobres das janelas, ficando justamente no meio do andar. Uma parte de 2

mil funcionários não tem lugar fixo, trabalham em casa e na rua, e

quando vão ao escritório são esperados numa mesa de avulsos, que

oferece conectividade.

Nascida como empresa privada em 1924, a Telefónica avançou nos

anos 90 para a América Latina, que se tornou o principal vetor de

crescimento de suas receitas em abril deste ano. Possui 245 milhões de

clientes em todo o mundo. De todos os edifícios que possuía, a

operadora manteve a sede central na avenida Gran Via, principal de

Madri, transformando-a em loja conceitual. O imóvel recebeu uma

roupagem moderna, painéis eletrônicos com informações ao toque de tela,

exemplo de casa conectada e ainda mantém, protegidos por vitrines

estrategicamente colocadas, os antigos mármores e madeiras trabalhadas

no teto. Nessa sede vai ser criado um museu reunindo as obras de arte

que a empresa reuniu e que hoje estão espalhadas por museus espanhóis

em várias cidades. Elas serão requisitadas de volta e serão dispostas

nesse prédio que faz parte da história da Telefónica e dos cartões

postais de Madri.

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