Dimension Data ajusta perfil comercial e cresce 80% no Brasil

Jack Sterenberg, presidente da subsidiária brasileira da Dimension Data, não acredita em vendedores que saem ao mercado empunhando ?metralhadoras? e ?atiram? para todos os lados. ?O sucesso é definir uma carteira e estar presente dentro dos clientes?, diz o executivo, que trocou a Oracle pela integradora de origem sul-africana há cerca de oito meses.
Desde que ingressou na companhia, ele trabalhou para dar mais visibilidade à operação local e promoveu mudanças na área comercial. ?Precisávamos mais agressividade?, sintetiza. A empresa trocou 80% da força de vendas, dobrou a quantidade de vendedores e fortaleceu o perfil dos profissionais com um viés mais consultivo, ?capaz de entender os problemas de negócio dos clientes?, estabelece.
O mercado brasileiro, nesse ínterim, ganhou representatividade no foco da matriz da corporação. As operações locais ganharam musculatura e, de acordo com Sterenberg, os investimentos por aqui são ?pelo menos 50%? maiores do que os recursos alocados no passado.
A postura mais agressiva colocou a provedora em oportunidades onde antes não era chamada. Dessa maneira, as receitas da Dimension Data cresceram cerca de 80% no Brasil em 2011. O executivo não define a representatividade da operação nacional nas receitas globais de 5 bilhões de dólares da integradora, mas sinaliza que dá para responder por cerca de 5% dos números globais próximos dois anos.
Para o próximo ano, a provedora projeta expandir os negócios em solo brasileiro na casa de aproximadamente 40%. A estratégia para isso baseia-se na oferta de serviços e na latente necessidade nacional de investimento em infraestrutura.
Carioca
A Dimension Data programou para quinta-feira (01/12) a inauguração de uma filial na cidade do Rio de Janeiro. O movimento mira oportunidades de negócio oriundos de investimentos nos setores de óleo e gás e os megaeventos dos próximos cinco anos. A expectativa é que a base represente 40% do faturamento da integradora no Brasil em dois anos.
