?Explosão de dados é força motriz do século XXI?, diz CEO da IBM

Talvez a tarde desta quarta-feira (09/11) fique marcada como a última vez que Sam Palmisano participa de um evento no Brasil como CEO global da IBM. No início do próximo ano, ele dará lugar a Virginia Rometty. Durante a abertura oficial do Smarter Cities, que segue até amanhã, na cidade do Rio de Janeiro, o executivo aproveitou para enfatizar a importância e transformações que as tecnologias da informação e comunicações imprimem às cidades do futuro.
?A explosão de dados é força motriz do século XXI?, comentou o líder da gigante de TI, vislumbrando a existência de um senso de importância e de oportunidade, além da ideia de que chegamos a um período de transformação. ?Estamos vivendo momento histórico, com grandes mudanças geopolíticas, regimes caindo da noite para o dia, volatilidade de mercados e problemas nos bancos?, prosseguiu.
O outro lado da crise é oportunidade e sempre haverá uma força para descobrir novas maneiras de seguir em frente. Com o discurso focado na construção de cidades mais inteligentes, Palmisano segue com a visão de que há um grande desafio das lideranças, que não toca sobreviver aos fracassos, mas aos sucessos do passado que limitam evolução de projetos urbanos vencedores, só que não mais aderentes à realidade.
Se há cem anos existiam 16 cidades com um milhão ou mais de habitantes, agora são cerca de 450, das quais 66 ficam na América Latina. Segundo projeções da IBM, centros urbanos abrigarão 70% da população mundial em 2050, sendo que, no Brasil, 93% das pessoas habitarão cidades, trazendo novos desafios.
?É preciso resistir a pressões de curto prazo, que são grandes no setor público, com ideias claras dos objetivos futuros?, avisa o executivo, sinalizando que, enquanto os rumos do mundo parecem fugir ao controle de seus líderes, há algumas lideranças preocupadas em fazer do futuro algo mais amigável.
Palmisano define os novos líderes globais urbanos a partir de três características. A primeira versa sobre o fato que eles não são ideológicos (o que confere pragmatismo para solução de problemas); pensam em termos de sistema (enxergando a tecnologia como aliada); e visão de longo prazo. ?Estruturas complexas não podem ser gerenciados por hierarquias tradicionais?, pontua.
A mensagem se alia aos objetivos da IBM de ver crescer seus projetos de Smarter Cities. A companhia segue um trabalho de construção de imagem e cases ponto a ponto, caso a caso. De olho nas oportunidades trazidas pelos megaeventos no Brasil nos próximos anos e no momento da economia local, resolveu trazer um evento global sobre o conceito para o Rio de Janeiro.
?Por que o Rio de Janeiro??, pergunta, retoricamente, Palmisano, para engatar a resposta: ?É uma cidade global e emergente. Além disso, nos próximos anos vai se elevar em um novo patamar. Se a primeira década do milênio foi de Pequim, a próxima pode ser do Rio?.
