Fluxo de investimentos migra para emergentes

Incertezas globais em um contexto conturbado recente geraram ondas que continuam a balançar economias estabelecidas. O contexto gerou um novo fluxo de investimentos de países ricos em direção a emergentes. ?Há uma diferenciação de percepção do risco. Quando investidores têm medo do juízo final, todo mundo se retrai. Quando fica claro que existe diferenciação entre coisas que existem na China e no Brasil, começa a aparecer fluxo de dinheiro vindo para cá?, analisa Paulo Oliveira.
O executivo preside a Brain (Brasil Investimento & Negócio), a associação que nasceu há mais ou menos um ano por agentes do mercado financeiro, com a finalidade de tornar o País um polo de atração de investimento para toda a região. O executivo cita cerca de 86 empresas multilatinas capazes de receber recursos. Do total, aproximadamente 29 encontram-se no Brasil, ?que pode virar um hub para que o mundo acesse a região de maneira organizada?, julga.
De acordo com o Oliveira, vive-se uma mudança de paradigma para realocação de portfólio suportada por algumas vertentes. Isso significa transformações e evoluções de modelos ao longo dos anos, passando por uma primeira onda de investimento estrangeiro direto no País ? que tende a atingir patamares recordes de 75 bilhões de dólares este ano ?, passando pelos investidores externos explorando os ganhos com a taxa de juros até chegar a um amadurecimento para que os aportes alavanquem oportunidades no mercado de capitais, tirando a bolsa de valores brasileiras da exclusividade das commodities em direção a uma atuação mais equilibrada entre os setores produtivos.
O estágio mais recente dessa caminhada reside na aposta em papeis de renda fixa de organizações nacionais de olho em rentabilidade de longo prazo.
