Executivo assume a Diretoria de Operações sem deixar a área técnica, que comanda desde janeiro de 2023
Marcelo Toledo assumiu a Diretoria de Operações da Elo e passa a acumular a área de tecnologia, que comanda desde janeiro de 2023. O executivo anunciou a mudança nesta segunda-feira, 27, em publicação no LinkedIn, na qual disse ver espaço para “fortalecer ainda mais a integração entre tecnologia, operações e negócio”.
A carreira do executivo foi construída na operação de sistemas do setor financeiro, e não na área de produto ou de inovação. Toledo começou em 1995 como analista de desenvolvimento no antigo Banco Mercantil de São Paulo, o Finasa, em automação bancária. Passou por um ano na Transportadora Itapemirim, onde liderou um projeto de controle de tráfego via satélite, e entrou no banco BV em outubro de 2001.
Foram duas décadas na instituição, em uma escalada que começou no desenvolvimento e terminou na infraestrutura. Como coordenador, construiu o primeiro sistema de crédito do banco, para CDC, crédito pessoal e leasing. Entre 2011 e 2019, comandou a área de infraestrutura e operações. De 2019 a junho de 2022, como executivo de infraestrutura, nuvem e sustentação, respondia pelo command center, com sete subordinados diretos e cerca de 80 indiretos, pela abertura e pelo fechamento diário do banco e pela sustentação de aplicações como financiamento, banco digital, cartões, corretora e Pix. Também liderava os planos de continuidade de negócios e os testes anuais exigidos em auditorias.
Depois do BV, passou seis meses na CVC Corp, como CTO responsável por infraestrutura, qualidade e operações de TI. Chegou à Elo em janeiro de 2023.
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A mudança ocorre depois de um ciclo de reconstrução tecnológica na bandeira. A Elo, que tem Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal como acionistas, migrou 100% da infraestrutura de transações para a nuvem em projeto iniciado em maio de 2023, em parceria com Microsoft e Avanade. A migração integrou um investimento de R$ 150 milhões que incluiu ainda o primeiro reposicionamento de marca da empresa desde a fundação, em 2011.
Segundo Giancarlo Greco, a companhia construiu em dois anos e meio um autorizador próprio, com processamento na nuvem, e adota estratégia de múltiplas nuvens, com provedores de diferentes países, para reduzir o risco de interrupção.
A agenda comercial também mudou no período. Quando Greco assumiu, em 2021, cerca de 3% da receita vinha de produtos e serviços fora do negócio tradicional de cartões. A fatia chegou a 8% em 2024, com projeção de 12% até 2026. A Elo fechou 2023 com 42 milhões de cartões ativos e receita operacional líquida de R$ 1,57 bilhão, ante R$ 1,45 bilhão em 2022.
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