Futurex amplia operação na América Latina com foco em criptografia pós-quântica

Empresa reforça estrutura técnica no Brasil; especialistas projetam que computadores quânticos poderão quebrar algoritmos atuais até 2029

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Santos Campa_VP Latam Futurex
Santos Campa, VP Latam da Futurex. Imagem: divulgação

A Futurex, empresa americana especializada em segurança criptográfica, está ampliando sua presença na América Latina, com o Brasil no centro da estratégia. A companhia reforça a estrutura técnica local, com foco em engenharia, suporte e certificação de soluções para o mercado da região, apostando no avanço da transformação digital e no crescimento das fintechs.

O movimento se apoia no CryptoHub, plataforma que reúne gerenciamento de chaves criptográficas, autenticação digital, proteção de dados e suporte a transações financeiras em um único produto. A solução foi desenhada também para preparar organizações para a computação quântica — especialistas estimam que computadores quânticos poderão comprometer algoritmos criptográficos amplamente utilizados até 2029.

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“Embora a computação quântica ainda esteja em desenvolvimento, a preparação precisa começar agora. A proteção das informações estratégicas exige planejamento de longo prazo e uma transição gradual para novos padrões de segurança”, afirma o vice-presidente da Futurex para América Latina e Caribe, Santos Campa.

Um dos fatores que aceleram a adoção da criptografia pós-quântica é o crescimento dos ataques do tipo “coletar agora, descriptografar depois”, em que criminosos armazenam dados criptografados na expectativa de quebrá-los futuramente com computadores quânticos.

Além do setor financeiro, maior consumidor de tecnologias criptográficas, a demanda cresce em governo, identidade digital, autenticação eletrônica e proteção de infraestruturas críticas. Segundo a empresa, o principal desafio para a disseminação dessas tecnologias ainda é a maturidade de parte do mercado, e a próxima etapa do setor passa pela conscientização sobre os riscos emergentes.

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