China alerta para vulnerabilidade no Claude Code e amplia tensão sobre segurança de ferramentas de IA dos EUA

Autoridades chinesas afirmam que versões do Claude Code apresentam falha capaz de transmitir informações sensíveis, enquanto cresce a disputa tecnológ

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Claude Code, China
Imagem: shutterstock

A disputa tecnológica entre China e Estados Unidos ganhou um novo capítulo após autoridades chinesas emitirem um alerta de segurança envolvendo o Claude Code, ferramenta de programação baseada em inteligência artificial (IA) desenvolvida pela Anthropic. O aviso aponta a existência de uma vulnerabilidade considerada crítica em determinadas versões do software, com potencial para expor informações sensíveis dos usuários.

Segundo reportagem da CNBC, o Ministério da indústria e tecnologia da informação da China informou que sua plataforma nacional de monitoramento de ameaças cibernéticas identificou uma “vulnerabilidade de backdoor” no Claude Code. De acordo com o órgão, a falha permitiria que o sistema transmitisse dados para servidores remotos sem o consentimento do usuário.

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Entre as informações que poderiam ser compartilhadas estariam dados de localização e elementos capazes de identificar os usuários, conforme a descrição apresentada pelas autoridades chinesas.

O alerta ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo inteligência artificial entre as duas maiores economias do mundo e poucas semanas após a Anthropic acusar a Alibaba de tentar extrair capacidades de seus modelos de IA. A empresa chinesa não comentou as acusações na ocasião, segundo a CNBC.

Ferramentas de IA entram no centro da disputa tecnológica

Embora os modelos mais avançados da Anthropic não sejam oficialmente disponibilizados na China, profissionais e desenvolvedores locais têm recorrido a diferentes alternativas para utilizar as ferramentas da empresa.

A CNBC lembra que, durante um fórum organizado pelo governo chinês em março, um desenvolvedor de inteligência artificial da Xiaomi afirmou que muitos profissionais já utilizavam o Claude Code em seus projetos.

Ao mesmo tempo, grandes empresas chinesas começaram a restringir internamente o uso dessas soluções. A CNBC confirmou nesta semana que a Alibaba determinou que seus funcionários deixem de utilizar ferramentas da Anthropic para atividades profissionais a partir de 10 de julho.

No comunicado divulgado nesta quarta-feira, as autoridades chinesas orientaram usuários e empresas a removerem ou atualizarem imediatamente as versões afetadas do Claude Code, identificadas entre as edições 2.1.91 e 2.1.196.

Segundo informações da Anthropic citadas pela CNBC, essas versões foram disponibilizadas entre 2 de abril e 29 de junho. A empresa já disponibiliza atualmente a versão 2.1.204 da ferramenta.

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Até a publicação da reportagem, a Anthropic não havia respondido ao pedido de posicionamento encaminhado pela CNBC sobre o alerta emitido pelo governo chinês.

O episódio acontece em um momento de crescente preocupação internacional com segurança cibernética e modelos avançados de inteligência artificial. Nos últimos meses, governos dos Estados Unidos e da China passaram a adotar medidas mais rígidas para controlar tanto o desenvolvimento quanto a distribuição dessas tecnologias.

Além das restrições comerciais, cresce o debate sobre possíveis riscos associados a ferramentas capazes de escrever código de forma autônoma. Soluções desse tipo vêm sendo utilizadas para acelerar o desenvolvimento de software, automatizar tarefas de engenharia e aumentar a produtividade de equipes técnicas, mas também despertam preocupações relacionadas à exploração de vulnerabilidades, proteção de dados e segurança nacional.

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