91% dos líderes usam serviços gerenciados para IA agêntica, aponta levantamento da KPMG

Pesquisa mostra que tecnologia e inovação impulsionam adoção, com 40% indicando gerenciamento de IA como principal investimento em 2 anos

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Tela de notebook exibindo alerta de segurança digital com ícone de perigo, representando firewall, cibersegurança e proteção de dados. (KPMG)
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A maioria dos líderes empresariais que usam serviços gerenciados os adota como canal principal para entregar inteligência artificial (IA) agêntica. É o que aponta o levantamento “Panorama sobre serviços gerenciados 2026” (Managed Services Outlook Survey 2026), realizado pela KPMG em parceria com a International Data Corporation (IDC) com 1.224 líderes seniores de grandes organizações globais.

Segundo o estudo, 91% dos participantes afirmaram recorrer aos serviços gerenciados para a entrega de IA agêntica. Para 87% deles, esses modelos precisam estar profundamente integrados à estratégia de transformação digital das organizações.

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A pesquisa envolveu empresas com receita mínima de US$ 100 milhões, com a maioria situando-se na faixa de US$ 1 bilhão a US$ 10 bilhões. Os setores representados incluem mercados bancários e de capitais, manufatura industrial, seguros, tecnologia, mídia e telecomunicações, ciências da vida e energia.

Adoção em escala e pressão por resultados

Quase 60% dos entrevistados indicaram que suas organizações já utilizam serviços gerenciados em uma função de negócio inteira ou em escala por toda a empresa. Além disso, mais de 60% dos compradores preveem, para os próximos dois anos, alto impacto nos modelos operacional e de negócios e nos resultados estratégicos.

O levantamento também apurou que 98% dos respondentes consideram a implementação de IA uma competência desafiadora. No horizonte de dois anos, 40% dos compradores indicam o gerenciamento de IA como a principal área de investimento em serviços gerenciados.

As três funções de negócio com maior implantação em escala são imposto (40%), cibersegurança (37%) e governança, risco e compliance — GRC (35%). No caso específico de GRC, 70% dos respondentes já utilizam serviços gerenciados para uma função de negócio inteira ou em escala corporativa.

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Sobre a satisfação com o modelo, mais de 90% dos participantes afirmaram que os serviços gerenciados atenderam ou superaram suas expectativas em economia de custos e eficiência. O estudo também aponta que esses serviços têm potencial de reduzir o custo total de operações entre 15% e 45%.

Prioridades na escolha de provedores

Entre os critérios mais valorizados na seleção de um provedor de serviços gerenciados, capacidade de IA lidera, seguida de expertise em tecnologia e plataformas, excelência operacional, expertise em dados e mentalidade de transformação estratégica. Quase 30% dos respondentes apontaram confiança na marca como razão primária para a escolha de um provedor.

Os principais objetivos ao contratar serviços gerenciados são economia de custos e eficiência (34%), acesso a novas tecnologias (27%) e maior velocidade para levar novos produtos e serviços ao mercado (25,5%).

Para Eneas de Lima Bernardo, sócio-líder de gerenciamento de serviços da KPMG no Brasil, os modelos de prestação de serviço serão bem-sucedidos por meio de uma combinação de recursos tecnológicos avançados e profissionais capacitados. “Embora o custo e a eficiência continuem sendo os principais objetivos dos serviços gerenciados, os compradores também buscam outros tipos de impacto estratégico que possam atender às demandas do negócio. As empresas estão adotando o modelo de prestação de serviço em todas as principais áreas da organização, otimizando tanto os processos novos quanto os já existentes”, afirma.

Por fim, 99% das organizações consultadas consideram serviços gerenciados uma prioridade estratégica, com quase metade posicionando-os no topo de sua lista de investimentos.

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