Consumidores ainda resistem a delegar pagamentos a agentes de IA, indica Forrester

Pesquisa aponta que usuários aceitam recomendações automatizadas, mas mantêm cautela quando a inteligência artificial assume decisões financeiras

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Mão de uma pessoa estendida em direção a interfaces digitais flutuantes em fundo escuro. No centro, há um painel maior com o título ‘AI Assistant’, mostrando ícones de conversa com um robô e campos de mensagem. Ao redor, aparecem outros cartões com elementos como ‘AI Agents’, ‘Prompt AI’, ‘ADS’ e gráficos, todos em estilo visual tecnológico. A ponta do dedo da mão emite um brilho, sugerindo interação com a interface. A cena utiliza tons de azul e neon, reforçando um tema de inteligência artificial e automação. (aceler)
Imagem: Shutterstock

Os consumidores ainda não estão preparados para permitir que agentes de inteligência artificial (IA) realizem pagamentos em seu nome de forma autônoma. A avaliação é da consultoria Forrester, em análise publicada nesta semana sobre a evolução dos agentes de IA no comércio digital.

Segundo a consultoria, embora o interesse por assistentes inteligentes e automação continue crescendo, existe uma diferença importante entre aceitar recomendações e autorizar que sistemas tomem decisões financeiras diretamente.

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A Forrester observa que muitos consumidores já utilizam ferramentas baseadas em IA para pesquisar produtos, comparar preços e receber sugestões personalizadas. No entanto, a etapa da transação financeira permanece cercada por preocupações relacionadas a confiança, transparência e controle.

A consultoria afirma que o desafio não está apenas na tecnologia. Questões ligadas à responsabilidade sobre compras equivocadas, proteção contra fraudes e clareza sobre critérios de decisão continuam influenciando a disposição dos usuários em delegar pagamentos.

Confiança segue como principal barreira para adoção

A análise aponta que empresas interessadas em implementar agentes de compra precisam considerar cuidadosamente a experiência do usuário. Em vez de substituir completamente a tomada de decisão humana, a tendência de curto prazo deve ser o uso de modelos híbridos, nos quais a IA auxilia o processo enquanto o consumidor mantém a aprovação final.

De acordo com a Forrester, a adoção de agentes autônomos para compras dependerá da construção gradual de confiança. Isso inclui mecanismos claros de autorização, explicações sobre decisões tomadas pelos sistemas e garantias de segurança.

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Outro ponto destacado pela consultoria é que categorias de maior valor financeiro tendem a enfrentar resistência ainda maior. Compras recorrentes de baixo risco podem representar uma porta de entrada mais viável para esse tipo de automação.

A Forrester também destaca que a evolução dos agentes de IA exigirá adaptações por parte de varejistas, instituições financeiras e plataformas digitais. As empresas precisarão equilibrar conveniência e controle para evitar que a automação gere desconforto ou reduza a confiança dos consumidores.

Segundo a análise, o potencial dos agentes inteligentes permanece significativo, mas a transferência integral da responsabilidade de pagamentos para sistemas autônomos ainda enfrenta barreiras comportamentais e regulatórias que podem levar anos para serem superadas.

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