Operadora adota infraestrutura hiperconvergente da Nutanix e eleva disponibilidade de sistemas para 99,5%
A Unimed-BH enfrentou um choque de custos que serviu de gatilho para uma das maiores transformações tecnológicas recentes no setor de saúde brasileiro. Diante de um reajuste de até cinco vezes no valor de renovação de seu ambiente de TI, a operadora optou por romper com o modelo anterior e iniciar uma migração em larga escala para infraestrutura hiperconvergente baseada nas soluções da Nutanix, com implementação conduzida pela consultoria Add Value.
Em cerca de três meses, a companhia transferiu aproximadamente 500 servidores e mais de 110 terabytes de dados, praticamente a totalidade de seu ambiente tecnológico. A velocidade do movimento é incomum para organizações com operação crítica, especialmente em um setor altamente regulado como o de saúde.
O resultado mais imediato foi o ganho em disponibilidade. Em uma operação que atende mais de 1,6 milhão de clientes, qualquer interrupção representa risco direto ao atendimento. Após a migração, a disponibilidade dos sistemas chegou a cerca de 99,5%, com impacto direto na continuidade de serviços como autorização de exames e acesso a prontuários.
“Mais do que conter custos, a decisão trouxe um novo direcionamento estratégico. Passamos a reduzir a dependência de fornecedores e aumentar o controle sobre a operação, criando bases mais previsíveis para crescimento e inovação”, afirma Luiz Cruz, CIO da Unimed-BH.
A transição também exigiu adaptação interna. Parte da equipe técnica estava fortemente vinculada ao ecossistema anterior, o que gerou resistência inicial. O processo foi superado por meio de capacitação, resultando em maior agilidade no provisionamento de ambientes.
Atualmente, cerca de 90% das cargas da operadora seguem em data center próprio. A meta é migrar aproximadamente um quarto delas para nuvem até o final de 2026, embora desafios de latência e adaptação de sistemas ainda imponham limites ao ritmo de evolução.
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Em paralelo à mudança de infraestrutura, a Unimed-BH avança no uso de inteligência artificial aplicada à jornada do paciente. Soluções de triagem digital já orientam usuários antes do deslocamento até unidades físicas, com o objetivo de reduzir a sobrecarga em hospitais e prontos-atendimentos.
“Projetos como esse mostram que disponibilidade não é métrica técnica — é impacto direto no negócio. Em saúde, cada ponto percentual representa continuidade de atendimento e segurança para o paciente”, avalia Thiago Spósito, sócio da Add Value.
Para Leonel Oliveira, country manager da Nutanix Brasil, o caso ilustra como a simplificação da operação pode abrir espaço para iniciativas mais avançadas. “Ao simplificar a operação, ampliar o controle sobre o ambiente e criar uma plataforma mais resiliente, a organização ganha confiança para acelerar novos projetos e sustentar sua evolução para modelos híbridos e aplicações de inteligência artificial, sempre pensando no que mais importa: o cuidado com pessoas em momentos delicados”, afirma.
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