Transportadora Americana alinha-se à nova fase do Sped
Companhia migrou Conhecimento de Transporte em papel para o modelo eletrônico em projeto-piloto realizado em parceria com a Synchro. Obrigatoriedade entra em vigor em setembro.

Em setembro de 2012, a migração do Conhecimento de Transporte em papel para o modelo eletrônico (CT-e) passa a ser obrigatória para empresas que possuem frotas para transporte de cargas. Atenta a essa movimentação, a Transportadora Americana, localizada em Americana (SP), já está em linha com esse novo universo.
Nessa nova etapa do Sped, o Conhecimento de Transporte [documento emitido pelas transportadoras de cargas para acompanhar as mercadorias durante o deslocamento e realizar a contabilidade e o faturamento] deverá ser elaborado e validado no modelo eletrônico, o que deverá gerar economia e eliminar retrabalho na digitação de dados.
A companhia participou de um projeto-piloto do Ministério da Fazenda, em parceria com a Synchro Solução Fiscal Brasil, e identificou que a digitalização de documentos fiscais poderia facilitar os processos empresariais. Por meio do software DF-e Manager, desenvolvido pela Synchro, a Transportadora emitiu, em março de 2009, os primeiros Conhecimento de Transporte Eletrônico no Rio Grande do Sul e depois estendeu para outras unidades.
A tecnologia DF-e Manager com o módulo Conhecimento de Transporte Eletrônico, explica Fernando Giacomini, gerente de Desenvolvimento de Novos Negócios da Synchro, pode ser contratada no modelo software como serviço ou on premise. “A solução possui um custo-benefício atraente, pois é um projeto que se paga em poucos meses e ainda proporciona a tranquilidade de estar em conformidade com a legislação”, afirma.
Após a implementação, a gerente de Sistemas de Informação da Transportadora Americana, Shirley Cristina Rosseto, destaca alguns benefícios puderam ser observados. “Quase todas as notas fiscais enviadas junto com as mercadorias já vêm no formato de NF-e. O documento original já nasce eletrônico e apenas damos continuidade ao processo, eliminando o retrabalho de digitação e manuseio dos documentos”, diz.
Hoje, quase três anos depois da migração, além da maior praticidade na produção e gerenciamento dos documentos, detalha Shirley, a empresa registrou economia anual de cerca de 600 mil reais, gerada a partir de uma redução na impressão e no armazenamento dos mais de 170 mil Conhecimentos de Transporte emitidos mensalmente pela companhia.
Antes, eram impressos formulários com cerca de cinco vias para cada encomenda transportada pela empresa e agora esse controle foi substituído por uma única folha de papel.
De acordo com a executiva, o sistema digital também eliminou o risco de inconsistências relacionadas a dados inválidos nas notas, pois eles já são conferidos eletronicamente antes de chegarem à transportadora. “Além disso, com o CT-e, no caso do extravio do Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico (DACTE), não precisamos refazer todo o procedimento, basta reimprimir uma cópia”, completa.
