Fernando Terni deixa presidência da Nokia Brasil

ATUALIZADA ÀS 11:21 – Fernado Terni deixa a presidência da Nokia no Brasil e assume como número um para América Latina da Nokia-Siemens. Em seu lugar, à frente das operações brasileiras, Almir Narcizo foi nomeado diretor-geral.A transição ocorre 1º de janeiro de 2007. Até lá, Narcizo permanece no cargo de vice-presidente para marketing e vendas. Natural de Curitiba (PR), o executivo está na Nokia há três anos, tendo passado a maior parte deste tempo na instalação da companhia em Manaus (AM). Narciso passou a atuar no escritório de São Paulo em março deste ano.PlanosNarcizo assume a Nokia com a fabricante na posição de liderança no mercado brasileiro. De acordo com ele, a Nokia tem 28% de market share, seguida de perto pela segunda colocada, que detém 25%. Ainda segundo Narcizo, no mundo, a companhia exerce uma liderança mais folgada, com 35% de participação, contra 20% de seu concorrente mais próximo. “Para 2007, existem duas frentes fortes de atuação. Uma delas é trabalhar no portfólio de produtos, um nicho que se superou neste ano, e para o qual estamos otimistas para o próximo ano. A outra tendência está na oferta de conteúdo, como música e entretenimento”, explica Narcizo.O executivo adiantou também que a Nokia tem planos para parar de trabalhar com a tecnologia CDMA. “A partir de primeiro de abril, encerraremos a parceria com a Qualcomm para fabricar aparelhos deste modelo. Depois disto, entregaremos somente com parceiros, e dependendo da demanda da Vivo”, comenta.Nokia-SiemensAo assumir o comando da Nokia-Siemens na América Latina, Fernando Terni volta seu foco para a área de infra-estrutura de rede. Além de presidente da Nokia Brasil até agora, o executivo já acumulava a função de vice-presidente da Nokia Networks para a região. A joint venture foi anunciada em meados do ano, formada pela unidade Networks Business da Nokia (50%) e as operações ligadas às operadoras de telefonia fixa e móvel da Siemens.A idéia é combinar os produtos de ambas as companhias, já que a Nokia é forte no segmento móvel e a Siemens, especializada em telefonia fixa. “Com os portfólios complementares, a companhia tem forçar para bater a Ericsson, hoje, número um em infra-estrutura de rede”, pondera Narcizo.Terni trabalhou por quase 20 anos na ABB, multinacional sueca de tecnologia de energia e automação, na qual entrou como trainee e de onde saiu na posição de vice-presidente da área de energia elétrica. Depois disto, participou da fundação da Intelig, na posição de presidente da operadora. Dois anos mais tarde deixou a telco para presidir a Nokia Brasil, sendo o primeiro brasileiro a ocupar o comando da companhia no País.
