Líder é aquele que forma líderes

O líder globalmente responsável volta a ser pauta de discussões durante um dos intercâmbios de ideais que aconteceu no primeiro IT Business Forum 2011, na Praia do Forte, em Salvador.
Em painel comandado por César Gon, CEO da Ci&T, as trocas de ideias ocorreram em torno das demonstrações de atitudes e ações tomadas pela empresa de Gon, quanto ao gerenciamento de pessoas e negócios. Com faturamento anual de R$ 130 milhões e atividades expandidas também para o mercado internacional, César disse que sua companhia investe fortemente no desenvolvimento de líderes. ?Líder é quem forma líderes, que, assim como ele, trabalham com propósitos de crescimento?, afirmou.
De acordo com César, manter os colaboradores com planos de crescimento e propósitos de trabalho, em busca de resultados para ambos os lados da mesa, é a melhor forma de buscar o desenvolvimento das empresas, pois terão ?pessoas mais comprometidas e firmes em suas ações, acumulando experiência da empresa, para a empresa?. Ainda segundo César, a taxa de turn over da Ci&T é de 5%.
?Toda empresa tem que focar nos processos de tomadas de decisões. Os processos ruins estragam boas pessoas. É complicado focar o negócio em torno de um eixo que não compete aos talentos que, de fato, podem ser desenvolvidos dentro das paredes da corporação?, explicou.
Segundo o executivo da Ci&T, a cultura da empresa deve ser levado em consideração, mas a sensatez para a saber quais valores daquela cultura serão realmente úteis para o desenvolvimento do negócio é a principal atitude de um comando ordenado de ações em prol do crescimento no mercado. ?Não dá para se iludir, temos que adaptar a empresa para o mercado atual, seja na época que for?, complementou.
Em suma, o intercâmbio com César Gon foi voltado para lições quanto a administração de pessoas com o foco de criar novos líderes, que estarão preparados para defender a sua companhia devido a todos os ideais traçados anteriormente, visando o crescimento profissional individual e o corporativo. ?O líder do ?bem? é o cara que trabalha com propósito?, pontuou.
… liderança no governo
Com o decorrer das discussões, o tema ganhou a proporção governamental, mas voltado a críticas no sentido de infraestrutura e visão de negócios. ?As ambições do mercado brasileiro estão muito aquém das vontades das companhias?, afirmou. Como exemplo, César lembrou sobre a construção de sua filial na China. ?Na época, o governo chinês me ofereceu um prédio, que não estava construído, e um local que era de difícil acesso, mas que o Estado estava em busca de construir uma ponte para encurtar o caminho, que seria de 4h, em 2h. Em um ano, tudo estava pronto. Aqui no Brasil, a terceira faixa da rodovia que me leva até Campinas começou antes e terminou depois. A visão de negócios e a força de execução chinesa é muito forte e nosso governo deveria olhar para isso com maior afinco?, opina.
Patricia Andrea Santos, presidente da DBA Engenharia de Sistemas, lembrou o quanto a base governamental nacional não se adéqua ao poderio econômico das companhias nacionais. ?As empresas têm uma visão mais arrojada, que quebra barreiras?, disse, que teve sua frase completada por Ricardo Larguesa, da T2S, que afirmou que ?falta comprometimento estratégico?.
