MIT terá centro de inovação social na USP

O Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) tem buscado parcerias fora dos Estados Unidos, num caminho que remete muito à inovação reversa. Mas mais do que conhecer melhor mercados emergentes como o Brasil, o instituto quer contribuir com o que ele chama de empreendedorismo social. Por aqui, o parceiro será a Universidade de São Paulo (USP) por meio do Laboratório de Sustentabilidade (LASSU) do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica.
O Centro de Inovação Social terá como principal objetivo desenvolver tecnologias sociais para comunidades de baixa renda. A ideia do consórcio é criar uma rede desses centros ao redor do mundo. Além do MIT, integram a iniciativa a Universidade do Estado do Colorado, a Faculdade de Engenharia Franklin Olin, a Universidade da Califórnia em Davis, todas nos Estados Unidos, e a Universidade Kwame Nkrumah de Ciência e Tecnologia, em Gana, na África.
Os recursos totais do projeto, da ordem de U$ 25 milhões, são provenientes da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e serão administrados pelo MIT. De acordo com Tereza Cristina Carvalho, coordenadora do LASSU e conselheira da InformationWeek Brasil, o projeto quer promover o empreendedorismo social para comunidades de baixa renda. A professora explica que o ideal advém da promoção de inovação social a partir do processo criativo colaborativo envolvendo universidade, comunidade de baixa renda e empreendedores.
O consórcio para a formação da rede de Centros de Inovação Social foi anunciado em Washington, no dia 9 de novembro. Uma das vertentes do projeto prevê o intercâmbio entre alunos das instituições envolvidas. A expectativa é que, até o final deste mês de dezembro, seja finalizado o contrato entre a USP e o MIT, que está sendo realizado via Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (FUSP). O projeto terá duração de cinco anos.
