Na Yara Brasil, CIO é parceiro até no nome

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9:46 am - 04 de julho de 2011

O CIO da Yara Brasil Fertilizantes, Luis Antonio Janssen, já não se apresenta como CIO nas atividades internas da empresa. ?A nomenclatura adotada agora é Business Partner, e não mais CIO Brasil?, informa o executo. Não se trata de mera substituição de palavras ? garante o gestor. Na consolidação da TI como área estratégica, em um processo de alinhamento ao negócio que se desenrola há alguns anos, o papel do CIO passou a ser mais similar ao de um ?grande colega? das demais áreas, um consultor interno, além de gestor de TI.

?Tecnologia da Informação tem se transformado em commodity. Se o CIO não investir na visão estratégica do negócio e não atuar efetivamente como parceiro, ele vai ser visto eternamente como o ‘cara de TI’, aquele que é chamado depois das reuniões, se for preciso?, diz.

Na visão de Janssen, esse cenário implica que a posição do CIO tem de mudar, não importa o tamanho ou segmento econômico da empresa. A tendência é que não haja mais espaço para gestores de tecnologia incapazes de discutir o negócio. ?Se não é possível entender e discutir a fundo os processos de todas as áreas, aprofunde-se ao menos nos processos relacionadas com o core business da companhia. No nosso caso, por exemplo, é preciso entender muito de campo, de fertilização de solo?, explica.

O gestor considera que a nova postura do CIO implica, ainda, sair da sala, entender como o cliente interno e o fornecedor pensam e não ter receio de questionar pedir explicações às outras áreas, sem desrespeitar o espaço de cada um. Ele também destaca a capacidade de gerar ambiente que incentiva a geração permanente de ideias, de forma sistematizada ou lúdica. A área deve cultivar uma excelente parceria com todas as demais unidades, sejam as que têm mais cultura de inovação e estão sempre trazendo ideias, sejam as que deixam nas mãos da TI todas decisões sobre avanços tecnológicos.

Mesmo no caso de áreas que tomam decisões de TI precipitadas, sem antes discutir conosco a viabilidade, a ordem é não ser refratário. ?Nesses caos, o ideal é trazê-los para perto e envolvê-los no problema eventualmente causado, para fins de aprendizado?, diz.

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