Fornecedoras de software se tornarão utilities

Desenvolvimento do parque tecnológico em outros países
Além dos serviços terceirizados, cobrados mensalmente, Bolieiro apontou outra tendência que se encaixa na gama de sistemas off shore. Trata-se de realizar o desenvolvimento da área de informática de uma empresa em outro país, com mão-de-obra barata e profissionais capazes de apresentar um serviço de qualidade. É o caso de muitas empresas norte-americanas que estão transferindo seu parque tecnológico para países como a Índia.
Serviços em ASP
“Em vez de desenvolver a parte de informática dentro de casa, a empresa aluga o serviço de outra para processá-lo por ela”,sintetiza Bolieiro. “Na verdade, o ASP segue o mesmo conceito de temas como outsourcing ou terceirização. A diferença é que, com o advento da Internet, o aluguel é feito via Web”,explica o executivo.
Modelo de negócios em ASP
Bolieiro também expôs aos ouvintes os processos para desenvolver um modelo de negócios ASP, com as necessárias análises sobre os benefícios e riscos associados à sua adoção. Entre as principais vantagens para oferecer um modelo em ASP em diferentes países está o investimento, pois pode-se obter baixos custos. Mas há as barreiras culturais que dificultam o processo. Ao analisar os números que a empresa deve levar em conta antes de investir na estrutura ASP, o esquema básico é reservar de 15% a 20% do orçamento para hardware e infra-estrutura em geral e 20% devem ser destinados a pessoal, incluindo treinamento e contratações. Segundo o executivo, geralmente espera-se lucro entre 30% e 45%. Todos esse valores são calculados com base em um período de cerca de 36 meses. Bolieiro ressalta que há uma variação muito grande nas taxas, dependendo do tipo de serviço prestado.
Tendências
“Os serviços em ASP devem ser adotados principalmente por empresas de pequeno e médio porte”, afirma Bolieiro. Segundo ele, estas empresas estão investindo em ferramentas com tecnologia avançada que não exigem custos elevados. As áreas da empresa mais prováveis de serem terceirizadas são aquelas que não fazem parte das atividades principais, do foco da companhia. É o caso dos departamentos de RH e automação da força de vendas, por exemplo.
“O pensamento que se espalha no mercado é que empresas fornecedoras de software se tornem utilities, isto é, empresas que fornecem um produto ou serviço pago mensalmente pelo cliente, como fornecedoras de energia, água”, conclui o executivo.
