ASP ainda não pegou no Brasil

Um dos obstáculos detectados pela pesquisa é a dificuldade de adesão a estes serviços. Outra, diz o relatório, é o preço da infra-estrutura.
Segundo Frederico Thompson, analista da IDC Brasil, a oferta de serviços de aplicativos é um mercado recente, que ainda não terminou de se estruturar e acaba prometendo muito mais do que pode cumprir. Para ele, ainda não surgiu no Brasil um mercado preponderante ou um modelo mais consolidado de negócio, mas, mesmo assim, as estimativas são de crescimento.
A IDC não identificou no Brasil empresas que tenham no modelo ASP a sua única fonte de faturamento, com os lucros gerados somente a partir do aluguel de aplicativos.O que se vê bastante no mercado, segundo a pesquisa, é a oferta de serviços de customização, o que evidencia a dificuldade em se oferecer ferramentas padronizadas, uma das maiores fontes de lucro.
Thompson conta que o mercado de ASP é muito pulverizado, sem lideranças. Em menor escala, diz ele, foram identificadas empresas fornecedoras de serviços, de infra-estrutura ou de aplicativos, que podem disponibilizar datacenters, conectividade, hardware e software, fazendo parcerias com os ASPs ou com elas mesmas.
A pesquisa também mostra que, entre as estratégias utilizadas para se conquistar clientes, está a proximidade com o usuário, a fim de fazê-lo sentir-se seguro e confortável com este tipo de terceirização. Formalizar parcerias e trabalhar por meio de um canal de revendas e distribuidores também são caminhos adotados pela maioria dos ASPs.
De acordo com Thompson, as empresas que procuram abordar o mercado de ASP deveriam adotar o modelo de desenvolver soluções por segmento de empresas, focando-se em determinados nichos.
O ASP tem como principal foco prover acesso e gerenciamento às aplicações. No caso do ASP, o gerenciamento é externo, sendo que o aplicativo fica situado remotamente em uma determinada localidade ou em localidades distribuídas que pertencem ao provedor de serviços.
