Submarino investe no mundo real e diz estar próximo do azul

“Essa é uma iniciativa piloto que vai testar se realmente nossa entrada no mercado vale a pena. Dependendo do retorno, pensaremos em outros canais”, diz Murillo Tavares, presidente do Submarino. Segundo o executivo, os quiosques são novo canal de venda da loja virtual, onde os consumidores poderão adquirir aparelhos, fitas e discos de DVD. Os outros itens vendidos pelo Submarino, como livros, brinquedos e alguns eletroeletrônicos, também poderão ser adquiridos no quiosque, mas através do site.
A opção por quiosques, explica Tavares, é uma forma de negócios que exige investimentos menores do que o de uma loja própria. “Assim, reforçamos nossa marca junto ao público alvo, sem arcarmos com toda a operação de um ponto de venda”, ressalta. Ele explica que o Submarino não planeja, em curto prazo, abrir lojas com a marca da empresa.
Apesar de ter resistido ao mundo real, o Submarino segue uma estratégia de muitas pontocoms, que para sobreviver, decidiram buscar retarguarda em operações físicas, como foi o caso do Pão de Açúcar, com o Amelia. A iniciativa acontece às vésperas da pontocom atingir o breakeven, previsto para acontecer ainda este semestre.
Para este ano, Murillo Tavares espera crescer acima de 50% e atingir um faturamento de R$ 140 milhões. Em 2001, a receita foi de R$ 77 milhões. Criado em 1999, o Submarino possui um catálogo com três mil títulos de DVDs e VHS, além de 12 mil títulos de CDs, 85 mil livros, produtos de informática, brinquedos, telefones celulares, aparelhos de som e de TV. O Submarino, que recebeu investimentos de R$ 100 milhões no Brasil, teve as operações fechadas nos outros países, como Espanha, México, Argentina e Portugal.
