Site AntiSpam promove segurança na internet

?O prejuízo causado pelo spam é incalculável. Os danos atingem desde os provedores de acesso, responsáveis pela filtragem de conteúdo, passando pelas empresas e seus funcionários, até os usuários domésticos, comenta Henrique Faulhaber, conselheiro titular do CGI.br. Entre os problemas causados pela praga, ele cita o gasto de tempo desnecessário, o aumento de custo com gerenciamento de redes, perda de produtividade, prejuízos decorrentes de fraude, entre outros.
O CGI.br identifica o spam como um problema sobretudo de segurança. Faulhaber ressalta que uma das tarefas do portal é informar o usuário sobre os mecanismos envolvidos no processo do spam, já que o problema não reside apenas em barrar o recebimento dos e-mails indesejados, mas também deve-se a máquinas infectadas que servem para disparar os spams.
Segundo dados do projeto Spamhaus, que monitora a atividade do spam na rede mundial, em 2005, 70% dos spams detectados foram enviados a partir de computadores invadidos. O Spamhaus identificou 4 milhões de máquinas infectadas. A empresa de segurança MessageLabs relata que 67% dos e-mails monitorados em junho do ano passado eram spam.
Frente a essa situação, o portal criado pelo CGI.br é uma das iniciativas da Comissão de Trabalho Anti-Spam (CT-Spam) contra o abuso no envio de e-mails não solicitados para mobilizar os usuários e players do setor.
O conteúdo do site foi desenvolvido em duas categorias, uma para o público doméstico e outra para administradores de rede. “Além de informações, estatísticas e dicas, os usuários podem acessar a cartilha do Cert.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil) para boas práticas de navegação”, explica Faulhaber. Para os profissionais, o AntiSpam.br oferece conteúdo técnico, tutorial para configuração e promete um documento de referência técnica para requisitos de segurança.
Porta 25
Além do portal, a atuação do CGI.br no combate ao spam e às fraudes pela internet se estende à mobilização dos provedores de acesso e à regulamentação da internet. “Uma das questões que estamos discutindo é o bloqueio da portal 25, que permite o envio direto de e-mails, sem exigir certificação. A medida já foi adotada na Europa e queremos seguir o mesmo caminho”, afirma Marcelo Fernandes, coordenador do site AntiSpam. Segundo o CGI.br, essa regra evitaria que o Brasil se tornasse um pólo de envio de spams.
