TI da Andrade Gutierrez destaca o valor da inovação dentro da empresa

Chief Information Ofiicer x Chief Innovation Officer. Talvez a diferença esteja apenas no título de cada um, já que o foco parece ser o mesmo: inovar com segurança em processos e produtos que resultem em benefícios à empresa. Pelo menos essa foi a mensagem passada pela CIO da Andrade Gutierrez, Cibele Fonseca.
Uma amostra disso é o curto tempo para implantar um canteiro de obras, por exemplo, que requer uma equipe preparada para fazer análise de aderência, qual tecnologia utilizar e como testar. Diante deste cenário, a Andrade Gutierrez precisava de um time com conhecimento para desenvolver e com capacidade ágil de inovação. ?É mais que ter uma equipe completa, é ter política, metodologia?, conta a executiva.
A nova tecnologia por si só não faz nada é preciso enquadrá-la aos objetivos da empresa que, no caso da Andrade, era reduzir custos de viagens e telefonia. Para isso, a TI dedicou-se a criar um programa de convergência tecnológica para atender as necessidades dos líderes e agilizar as tomadas de decisões.
O primeiro passo foi a criação do ConnectAG, que oferece serviços de voz, vídeo, chat e telefonia a todos conselheiros, presidentes, vice-presidentes , diretores, superintendentes e gerentes. ?Não foi fácil implantar esse programa na Andrade nem fazer com que as pessoas entendessem a importância disso, mas foi necessário?, diz Cibele.
Na busca constante por inovação tanto em melhorias nas obras quanto no suporte interno foi criado outro programa que engloba todas as áreas com reuniões mensais e semanais onde são apresentados todos os projetos que se pretendem fazer ao longo do ano. Neste programa, chamado de inovação, a participação da TI se faz importante para saber, inclusive, o que é possível fazer para alavancar negócios.
?O plano anual existe, nos reunimos com as áreas de negócios para saber o que eles se intencionam a fazer e também acompanhamos as mudanças de tributos, fazemos viagens constantes e participamos de fóruns para saber ainda o que os fornecedores vão lançar e as ideias de TI, mesmo porque temos ideias diárias do que podemos trazer de novo e tudo tem que ser testado e julgado para comparar o que é melhor em tempo, custo e qualidade?, explica.
A executiva explica que dentro da empresa existe o ciclo de vida do produto, que conta com um estudo de viabilidade e julgamento para análise de aderência. É com base nesse estudo que a equipe de Cibele decide qual a melhor opção (de produto).
“Depois de escolher e lançar um novo produto você tem que fazer marketing, vestir a camisa e mostrar o valor do que a equipe de TI faz, você tem que fazer isso para não estar fardado a ficar uma TI esquecida, não posso deixar a TI ficar fardada a uma consultoria pobre e inovação faz parte de tudo isso”, conclui.
