Depois de 49 nãos, Inmetrics conquista o primeiro cliente

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11:25 am - 06 de outubro de 2009

Um capital inicial

de R$ 12,5 mil, cadeiras e com cada sócio levando seu próprio computador;

quatro ex-colegas do curso de Ciências da Computação da Unicamp apaixonados por

análise de algoritmos montaram uma empresa e, em 15 de fevereiro de 2002,

começaram a funcionar incubados na Softex. O plano de abrir uma empresa

amadurecia há três anos. “Mas não tínhamos uma ideia muito boa até então.

Decidimos ir para o mercado de trabalho e quando surgisse algo viável,

retomarmos a conversa para não frustrar nossa tentativa de empreender”, avalia

Pablo Cavalcanti, presidente da Inmetrics.

Os profissionais

sabiam que, por mais apaixonados que fossem, sem apelo comercial o negócio não

vai para frente. Depois de capitular três vezes, viram algo que poderiam

reativar o projeto montando uma empresa para oferecer serviço de otimização de

desempenho de aplicações baseado em inteligência artificial. Nas horas de folga

de seus empregos regulares, eles amadureciam a ideia e esbarravam em questões

como: “Quanto vai custar? Quanto tempo vai levar? Quando vamos atingir o

equilíbrio financeiro? Por quanto e para quem vamos vender os serviços?”,

indagavam-se os jovens.

“Um empreendedor

típico olha para essas questões de forma romântica. E é aí que a maioria não

vinga”, analisa. Para responder a essas perguntas, os futuros empresários

tentaram ser o mais honesto possível e viram que a incubadora poderia ajudar a

resolver essas questões. O projeto foi submetido à avaliação no final de 2001.

“No primeiro dia na incubadora você sente um medo enorme de que aquilo não dê

certo e que você esta fazendo a maior bobagem de sua vida”, recorda Cavalcanti,

que balanceia: “Só que a energia era sensacional.”

Nas primeiras

semanas, os colegas enfrentaram o grande desafio de distribuir as tarefas na

empresa. “Todos sabiam fazer a parte técnica, mas quem iria administrar ou

vender?”, pensaram. Dessa forma estipulou-se que o que mais falava tocaria a

parte comercial; o mais “pão duro”, a administrativa; o melhor técnico, com a

tecnologia e o que melhor sabia ouvir cuidaria dos recursos humanos.

A Inmetrics,

então, começou a aproveitar os recursos da incubadora para formatar seu

discurso de vendas. “Os primeiros meses foram 50 visitas e 49 nãos”, conta

Cavalcanti, que a cada negativa buscava na entidade novas formas de estruturar

sua oferta. Aos poucos, os ensinamentos ajudaram os jovens empresários a

complementar seus conhecimentos técnicos com formação administrativa.

Em seis meses a

empresa conquistou como primeiro cliente o Santander. Ao final de 2002, mais

dois contratos foram assinados e o faturamento de R$ 100 mil previsto para o

primeiro ano foi triplicado. Em 2004, já eram 12 funcionários. De lá para cá, a

empresa dobrou de tamanho a cada ano. O período de incubação durou apenas dois

anos. Hoje, a Inmetrics diversificou o portfólio, se classifica como prestadora

de serviços de qualidade de software, conta com aproximadamente 250

funcionários e, além da matriz em Campinas, possui uma filial em São Paulo e

outra no Chile. Na sua carteira de clientes lêem-se nomes como Vivo, SPTrans,

GVT, Alcoa e outras cerca de 40 empresas.

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