ValeCard aumenta 30% da receita com nova arquitetura de sistemas integrados

A empresa de gestão de benefícios ValeCard ultrapassou a insegurança de implantar um projeto sem cases no Brasil a fim de melhorar o gerenciamento do enorme volume de transações de seus contratos corporativos e com o governo. Para ampliar a disponibilidade e suprir a crescente demanda do ambiente de TI, a companhia foi a primeira no Brasil a adotar o IBM PureSystems.
?Fiz um teste na IBM e vi o resultado. Foi espantoso, dez vezes melhor do que estávamos produzindo com o blade HP?, contou o diretor de operações da empresa, José Geraldo Ortigosa. O contrato foi assinado ao fim de junho, com investimento na casa dos R$ 2,5 milhões. A solução, implementada pela Core Technologies, envolveu a aquisição de um IBM Flex System Enterprise, com um módulo de gerenciamento IBM Flex System Manager, quatro compute nodes x240, um módulo POWER p260, dois sistemas de armazenamento IBM Storwize V7000 (um deles destinado a, juntamente com o legado, ser usado para criar um site de contingência), uma tape TS3200, quatro switches IBM B24 e um rack PureFlex System 42U utilizando softwares SmartCloud para criação de sua Cloud privada e iTSM para backup. A solução hospedou todo o ambiente virtualizado da empresa e suas respectivas áreas de armazenamento e produção.
Em poucos meses rodando, os resultados prometidos pela equipe da fornecedora foram notados pela equipe de TI da ValeCard. Além da queda das despesas com licenças de software, o custo operacional caiu 30% – o que terá impacto direto na meta do retorno sobre investimento (ROI) nos primeiros 18 meses do projeto. É possível dizer também que houve aumento de 30% na receita, em parte devido à otimização das operações com a nova arquitetura de sistemas integrados.
Na prática, com a implantação, houve melhora no tempo de resposta das aplicações, mais agilidade nos processos de entrega ao cliente final, aumento significativo da base de clientes (foram três novos grandes contratos fechados pela ValeCard nos últimos três meses) ampliação da disponibilidade dos ambientes de negócio. Para entender a operação da companhia, a empresa tem a responsabilidade de autorizar as transações comerciais em seus mais de 60 mil estabelecimentos credenciados e mais de 3 milhões de usuários. Essas operações precisam cumprir preceitos de certificações técnicas e de órgãos governamentais, como a Agência Nacional de Saúde (ANS), por exemplo.
?Mas a grande diferença é que nosso ambiente agora é totalmente transparente. Nossa plataforma de aplicações baseada em java não registrou problema nenhum. O projeto foi bem sucedido porque se você pensar na complexidade de se estabilizar ambiente de desenvolvimento, criar ambiente de homologação de testes e fazer essa mudança toda para minha equipe, com performance muito superior que eu tinha anteriormente, a diferença é notória?, relata Ortigosa.
O projeto ainda garantiu ambientes de redundância de outras operações, com o exadata da Oracle, que roda no PureSystems. Anteriormente, na arquitetura legada, não era possível. A satisfação garantiu inclusive a expansão do projeto. ?A ideia era manter a redundância com a blade HP, operando o ambiente primário IBM e o secundário HP. Mas o ganho de agilidade foi tão grande que estamos ampliando o contrato?, finaliza o executivo.
