CIO da ChenMed fala sobre conceito de SDN

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3:27 pm - 29 de janeiro de 2013

Há cerca de dois anos como CIO da ChenMed ? empresa norte-americana voltada para o cuidado de saúde de idosos ? Cas Mollien conheceu o conceito de SDN no início deste ano, quando a HP anunciou o lançamento de switches adaptados a OpenFlow. Ainda no estágio inicial de adoção da tecnologia, o executivo concedeu uma entrevista por telefone à IW Brasil para explicar o conceito, garantindo que este é o link que faltava nas ofertas de cloud computing. Ele preferiu não abrir o valor total dos investimentos, mas afirmou que o projeto de expansão pelo qual a empresa passa já consumiu cerca de US$ 500 mil neste ano. O executivo, entretanto, afirma que o ROI é praticamente em tempo real, já que a única coisa diferente que teve de fazer foi comprar switches adequados a OpenFlow ? e mesmo que não optasse por esse padrão, teria de comprar esses hardwares invariavelmente.

IW Brasil – Você optou pelo SDN para resolver um problema ou para melhorar sua infraestrutura?

Cas Mollien – Inicialmente foi por curiosidade profissional, é uma nova tecnologia, e eu queria saber o que é, o que faz. Olhando para o que estamos tentando conquistar, achei que o OpenFlow e o SDN seriam um tremendo valor agregado na forma que tocamos nosso negócio.

IWB – E qual é o desafio da companhia?

Mollien – Temos um modelo misto. Uma parte é feita em cloud, que vai para aplicações de software como serviço, com informação de saúde protegida dentro dele. Aqui nos Estados Unidos temos regras e leis diferentes para o tratamento dessas informações, de acordo com o Estado. Então, precisamos ser flexíveis na forma como construímos coisas. O outro lado dos negócios é, na verdade, manter as práticas e consultórios médicos ao redor do país. Estes escritórios entram na mesma categoria de que diferentes Estados tem regulações diferentes. Com SDN podemos ampliar o ambiente com o número limitado de pessoas que tenho em meu quadro de funcionários.

IWB – Como está a infraestrutura hoje?

Mollien – Saímos de quatro escritórios e vamos para 25 até o fim do ano, o que demandou um grande trabalho do time de software. Agora estamos na fase de entender o que temos e quanto temos. Queremos colocar no topo do data center que estamos construindo com a HP o SDN e no momento que trouxermos novos escritórios poderemos providenciar equipamento da HP por lá que suporte OpenFlow. Assim, conseguiremos estender esses escritórios, em vez de configurar cada rede e trata-la de forma independente. A rede está se tornando parte do modelo de entrega de serviço que estamos contratando.

IWB – E qual o ganho de produtividade que isso representa?

Mollien – Para o SDN funcionar de forma produtiva, é preciso reescrever aplicações e integra-lo em seu ambiente de nuvem. Para suportar esse processo de crescimento que estamos passando, tenho certeza de que onde precisaria entre cinco e dez pessoas dedicadas em rede convencional. Com SDN posso fazer com um ou dois.

IWB – Mas foi muito retrabalho?

Mollien – Sim, por múltiplas razões: 1. Fazer em tempo. 2. Realmente desenvolver nosso modelo SDN, se torna um modelo de entrega de aplicação. A rede falando diretamente com a aplicação se torna uma parte íntima da entrega da própria aplicação. Normalmente, o nível de rede é autônomo. No momento em que apostamos em SDN a rede se torna quase que uma máquina virtual.

IWB – Apesar de ainda estar no início do projeto, enfrentou problemas?

Mollien – Não há problemas, existem desafios. Estamos vendo um tipo diferente de virtualização, onde toda a gestão e funcionalidades não são tão diferentes, mas estamos vendo que trouxemos algumas pessoas de desenvolvimento de software, para escrever a integração e reescrever as aplicações especificas para o que precisamos fazer.

IWB – SDN traz a real cloud computing?

Mollien – Eu diria que o SDN é uma tremenda adição de valor para a nuvem e é definitivamente um puro ambiente de cloud. Um link que estava faltando.

 

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