Como sobreviver no cenário de ameaças

A nova geração tem trazido consigo grandes desafios não só para a TI, mas também para as fabricantes de tecnologias. A Symantec, por exemplo, lista quatro barreiras que devem ser trabalhadas a favor das empresas em todo o mundo: explosão de informação, cloud computing, consumerização e virtualização.
Tornar a informação corporativa segura neste cenário de ameaças é de fato desafiador, principalmente no Brasil, onde o maior índice de vazão de dados é de dentro para fora da companhia, sendo considerado o terceiro mercado no mundo com mais envio de email spam (74%).
?Todas as companhias têm grandes desafios e o nosso é ajudar as empresas a gerenciar as informações diante de tantas ameaças?, avalia Rich Spring, vice-presidente de vendas para Américas da Symantec. ?Hoje vemos a explosão de informação em todo o mundo; cloud se torna um benefício no contexto corporativo somente quando bem gerenciada; a consumerização está sendo guiada pela nova geração que quer ser totalmente social sem diferenciar o pessoal do profissional?, exemplifica Spring em entrevista à InformationWeek Brasil durante o Symantec CIO Engage 2012.
De acordo com o executivo, 15 milhões de aparelhos móveis devem ser vendidos em 2012, sendo 200 milhões na América Latina. Destes números, 2,2 milhões são representados por tablets, que devem ser comercializados ao longo deste no Brasil.
Os dados levantados pela Symantec mostram o quanto a explosão de dados é pronunciada no país. Spring destaca que 66% das empresas brasileiras usam aplicações online e serviços de mobilidade. ?Uma grande tendência é a criação de uma AppStore para uso interno e essa disposição das empresas desenvolverem lojas virtuais corporativas é o ideal já que tudo que estiver ali listado estará validado para baixar?.
Maturidade do Brasil
Quando questionado sobre a maturidade do país no que tange segurança da informação o executivo deixa claro que o Brasil está bem à frente dos demais países da América Latina. A maior demanda da Symantec no mercado em questão é proteção de informação e gerenciamento de dados.
?O Brasil é o segundo maior mercado global, seguido dos Estados Unidos, em relação a demanda de proteção de informação?, relata Rich Spring.
O segmento de serviços financeiros é o que mais utiliza a solução de DLP da companhia, capaz de impedir a vazão de informação e de definir o perfil dos usuários para determinadas atividades.
Embora o segmento seja o que mais demonstre interesse em proteger seus dados confidenciais, recentemente o Brasil pode acompanhar o ataque do grupo hacker Anonymous às instituições bancárias. A Symantec garante que os bancos do país ficaram visíveis em todo o mundo, e que podem se proteger por meio de uma tecnologia determinada a fazer análise de comportamento e, consequentemente, prevenir ou combater o atacante. ?Quem faz essa análise é o Global Intelligence Network, com 240 mil sensores espalhados pelo mundo focados em distinguir as aplicações boas das ruins, assim podemos ser mais proativos nesse cenário de ameaças?, conclui.
*Jornalista viajou ao Guarujá a convite da Symantec
