Performance, time to market e conectividade podem atrasar seu projeto de mobilidade

Tão importante quanto se preocupar em inovar com projetos móveis é conhecer barreiras que precisam ser superadas ao implantar a mobilidade em sua empresa. O especialista Michael Facemire, da Forrester Reseach, elenca no blog da consultoria três obstáculos comuns em segmentos da indústria e em iniciativas móveis das mais diversas naturezas, capazes de atrasar a implementação delas: requerimentos de time to market, conectividade na ponta e performance.
?Raramente escuto de clientes ?precisamos de um aplicativo móvel nos próximos 12 a 18 meses?, conta Facemire. ?Muitos deles querem a aplicação ?para ontem??, enfatiza. Para o especialista, projetos móveis bem sucedidos levam ao menos quatro meses para serem implementados, alguns até menos que isso.
Se adequar a essa agenda requer equipes cíclicas de desenvolvimento (pré-requisitos, design, desenvolvimento e testes) trabalhando juntas com o mesmo prazo. Reduzir atritos entre esses times é uma combinação de disciplina e comunicação.
Além disso, a conectividade no back end é o fator que mais pode atrasar até que CIOs estabeleçam bons ritmos de trabalho em torno de plataformas de API (sigla em inglês para interface de programação de aplicativos). Acessar sistemas legados e permitir a inovação em torno do processo de negócio é crítico, porém, plataformas de SOA (arquitetura orientada a serviços) não foram concebidas para todos os clientes. ?Geralmente há muitos elementos decorativos e não resilientes em redes transitórias?, escreve o especialista.
Facemire sugere protocolos de dados dinâmicos em cima de plataformas de BaaS, gestão de APIs ou um provedor de middleware móvel para contornar a situação e oferecer mais granularidade de APIs. ?Essa camada também pode ser construída in house se sua equipe tiver boas habilidades em back-end, como JavaScript e especialmente Node.js?, propõe.
Por fim, o sucesso de iniciativas móveis é dirigido por experiências do usuário ? combinando interface e performance. Ele cita um guia de boas práticas do Google, o qual menciona que ?qualquer atraso maior que um segundo causará ao usuário uma interrupção de fluxo de pensamento, criando uma experiência pobre?.
?Note que não há menção sobre as condições da rede, isso se aplica ao Wi-Fi, 4G, 3G e até mesmo redes 1xRTT!?, ressalta Facemire. Para isso, é preciso focar no CSS e JS no front end, bem como uma infraestrutura desbloqueada na ponta estão entre as recomendações finais do especialista.
