Nova geração mira rede social como fluxo de trabalho

Há algum tempo se assiste no mercado a um movimento crescente para socialização das empresas e não apenas no sentido de liberar acesso ou manter uma atuação forte nas mídias sociais. A boa experiência de uso oferecida por esses canais conquistou as pessoas de forma que elas passaram a demandar soluções de operação mais simples e com interface amigável, acompanhado disso, veio a onda de rede social corporativa, voltada, sobretudo, para ampliar e melhorar a colaboração entre os usuários. Até agora, entretanto, o movimento é tímido, mas, na visão de diversos executivos, isso tende a mudar.
?O que fazer em mídia social? Assim foi com primeiro PC, com primeiro email. A questão é a mudança do jogo e para mim é um bom negócio. Dê às pessoas as ferramentas que elas querem usar?, disparou o CEO da NetApp Tom Georgens, em tom de provocação, ao participar de uma mesa redonda com outros CEOs, durante o VMworld, em San Francisco (EUA). Mais que liberar o que as pessoas querem, entretanto, é preciso avaliar o comportamento e, assim, trabalhar essa questão da melhor forma possível.
Como lembra Paul Maritz, atual CEO da VMware e futuro chefe de estratégia da EMC, as novas gerações têm uma visão diferente sobre a interação entre pessoas e isso deve ser levado em consideração. ?Eles olham mídia social como local de acesso essencial, já não usam email como antes. Deveríamos ter a mídia social dentro da empresa? É preciso olhar não apenas do ponto de vista de captura informação ou de lançamento, mas como ter isso dentro do fluxo de trabalho?, avaliou.
Mexer no fluxo de trabalho como chega a propor Maritz é algo ainda mais complexo. As empresas querem colaboração, mas, ao mesmo tempo, temem por questões de segurança. Elas entendem que é preciso trabalhar a interface de usuários, mas não querem investir muito, trata-se de uma equação difícil de resolver. ?As pessoas querem algo fácil de usar e é ruim ficar preso em amarras e usar o controle da informação como desculpa. Tem que buscar um meio termo?, ensinou Maritz.
Quem também participou do debate e tem uma visão similar à de Maritz é o CEO e fundador da Dell, Michael Dell. Para o executivo, quando se olha a necessidade de colaboração e cocriação dentro das empresas, de forma geral, pensar no contexto social se torna essencial. Mais que isso, ele avalia o as novas gerações sob um ponto de vista mais amplo, suplantando a questão social. ?Eles trabalham de forma diferente, são móveis, muito sociais. Eles buscam pela TI e querem que tudo seja fácil, querem que a tecnologia facilite, querem um trabalho distribuído, colaborativo e acessível a partir de qualquer lugar e de qualquer dispositivo.?
Resolver isso requer um trabalho amplo que envolve infraestrutura virtualizada ou em nuvem, aposta em mobilização e ferramentas que permitam a colaboração mais avançada, seja por meio dessas plataformas de redes sociais corporativas ou mesmo algo como um SharePoint. ?Temos três tipos de funcionários dentro da Dell: os que estão nos clientes, os que fazem home office e os que trabalham da forma tradicional. Mas acredito que essa separação está caindo, as fronteiras estão caindo. Quando olhamos para o passado, a rede, a aplicação e o device eram da empresa, e, hoje, isso está mudando, devices dos funcionários, aplicações e rede de terceiros e a tecnologia permite isso, junto com virtualização?, avaliou Dell.
