Por que a gestão de desempenho de aplicações agora é importante

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9:35 am - 14 de janeiro de 2013

As aplicações corporativas atuais, normalmente, rodam em uma máquina virtual, com várias ramificações que vão para fora do servidor, para aplicações completamente diferentes, destinadas à uma função ou a grupo de dados em particular.

Em alguns casos, essa operação ramificada não está no modelo on premise. Com a popularização da computação em nuvem, o processo de sair da rede para obter o que sua aplicação necessita vai se tornar cada vez mais comum, trazendo ainda mais desafios para a arte de monitorar o desempenho das aplicações.

Sempre houve uma dificuldade em ver o que estava acontecendo dentro da aplicação. Ao mesmo tempo, saber o que estava ocorrendo se tornou mais crucial, conforme as aplicações se tornavam um dos caminhos principais de interação de clientes com empresas que eles desejavam fazer negócios.

O sistema moderno de gestão de desempenho de aplicações (APM, da sigla em inglês) requer habilidade para ver a aplicação e suas dependências, compilar estatísticas para as operações normais, rodar análises em tempo real para detectar anomalias e fazer diagnósticos para determinar o que pode ser feito para corrigir eventuais falhas. Nenhum sistema desempenha todas as funções perfeitamente, apesar de trazer algumas forças renovadas para o processo.

Um dos sistemas de APM menos conhecido, o OpNet, conta com um produto que corresponde a muitos desses passos, incluindo o AppResponse Xpert para monitorar a experiência do usuário final, da rede e da aplicação. A plataforma é para ?análises e previsões profundas sobre o desempenho de transações?, de acordo com uma descrição no site da empresa. Já o AppMapper Xpert serve para mapear partes de uma aplicação e suas dependências.

Cobrir as bases é uma das coisas. Obter a experiência completa do usuário final, para que o administrar de TI possa ter uma ideia do que o usuário está vendo enquanto a aplicação roda ainda é o desafio. A CA Technologies, com sua experiência em sistemas legados, já se moveu para esse terreno com sua ferramenta de monitoramento online de ?77 pontos de presença?, disse Dave Cramer, VP de gerenciamento de produtos da fabricante.

Transações fictícias que imitam as verdadeiras podem ser lançadas a partir desses 77 pontos de presença e o tempo de resposta pode ser monitorado. Se um cliente está executando um aplicativo na nuvem, os pontos de presença da CA oferecem tempos de resposta entre a aplicação e outros pontos em 40 países ao redor do mundo. Cramer diz que a CA ainda está construindo a sua rede de monitoramento independente, e acrescentará entre 6 a 7 pontos por trimestre.

Avó das redes de monitoramento independentes, a Compuware, no entanto, é provavelmente o maior fornecedor de aplicações de gestão de desempenho. Após a aquisição da Gomez, a companhia incluiu 150 mil pontos de presença em 168 países. Os computadores nesses pontos podem lançar transações fictícias e gravar os tempos de respostas, montando uma imagem do fornecedor de nuvem, do ISP e do desempenho da internet, que pode dizer muito a um negócio sobre o que está acontecendo com a sua aplicação.

No entanto, o problema permanente de observar o que o usuário final vê é causado pelas mudanças frequentes nos navegadores. Uma vez dominado pela Microsoft e Netscape, o campo agora inclui o Google Chrome e o Mozilla Firefox, assim como o Safari, da Apple, o Opera (de código aberto) e vários outros participantes.

“O Firefox e o Chrome mudam várias vezes por trimestre. A aplicação de monitoramento precisa reconhecer como os navegadores se mostram diferentes. Há um conjunto de alterações e direcionamentos em cascata que a aplicação do sistema de gestão de desempenho deve acompanhar?, diz John Van Siclen, gerente-geral da unidade de APM da Compuware. Uma das vantagens da implementação de tal sistema é que ele alivia a empresa no aspecto de rastrear quais foram as mudanças desses navegadores, complementa o executivo. O APM fornece inteligência suficiente de background “para sobreviver a esta onda de complexidade”, pelo menos no caso da Compuware, brinca Van Siclen.

Como avaliar um sistema de APM

Muitas companhias novas estão trazendo a tona sistemas de APM para endereçar o problema, incluindo a AppDynamics, New Relic e a Manage Engine. Junto a elas, temos Microsoft, IBM, HP e Dell (com a Quest Software) já bem estabelecidas como players neste segmento. Seja novato ou veterano, todas as partes concordam que é necessário – mas difícil – ter uma visão de ponta a ponta da execução de um aplicativo, saindo da janela do navegador até o código legado do aplicativo em si.

A New Relic foi fundada pelo CEO Lew Cirne, que também fundou a Wily Technologies, adquirida pela CA como base de seu sistema de APM em 2006. O sistema Introscope, da Wily, fornece uma visão sobre os aplicativos Java, e a maioria dos fabricantes de APM de hoje ainda proporcionam a melhor visão em tempo real da execução de aplicativos Java. A

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