Cloud Computing: as oportunidades das revendas nas nuvens

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1:59 pm - 03 de dezembro de 2014
A expectativa é que a elevação dos investimentos em cloud computing, no Brasil, deverá chegar a 350% até 2017.  O mercado, que terminou o ano passado na casa dos US$ 328,8 milhões, deverá dar um salto e atingir US$1,1 bilhão nos próximos três anos.

A capacidade de transformar investimentos em infraestrutura (CAPEX) em gastos recorrentes com serviços (OPEX) é o maior impulsionador da adoçãode soluções em nuvem no País, de acordo com o estudo Analysis of the Brazilian Cloud Computing Market, da Frost & Sullivan.

O conceito de cloud vem se tornando cada vez mais claro para as empresas brasileiras, sobretudo as de pequeno e médio porte, que passam a adotar serviços  de  infraestrutura  como  serviço  (IaaS) – em  especial  o armazenamento  de  dados – fazendo  a  movimentação  do  mercado aumentar de forma agressiva. 

Além disso,  a  adoção  de  plataforma  como  serviço  (PaaS)  vai  aumentar gradualmente,  à  medida  que  os  usuários  passam  a  entender  a  sua funcionalidade,impulsionando ainda mais a utilização do cloud computing. 

Com isso, as revendas devem se preparar para vender e prestar serviços em nuvem. Para vender com propriedade, é essencial conhecer as opções da tecnologia.

Nuvem  pública: Formato  de  cloud  computing  fornecido  pelas  grandes empresas  de  data center, tais  como  Google,  Amazon,  Microsoft  etc.  É  a opção mais acessível entre as modalidades de nuvem, pois os recursos de infraestrutura  são compartilhados  e  custeados  entre  várias  empresas  de todo o mundo. Outro grande benefício da nuvem pública é poder escalar e provisionar os recursos de maneira menos onerosa, uma vez que o contrato pode ser expandido de acordo com a necessidade do negócio. Ainda é um sistema que esbarra nas dúvidas acerca da segurança e privacidade das informações,  o  que  faz  com  que  muitas  empresas  não  se  sintam confortáveis em usar a nuvem pública para sistemas críticos. 

Nuvem privada: O modelo fica em um espaço próprio, não necessariamente dentro do ambiente físico da empresa, mas dentro do firewall e totalmente gerenciado  por  funcionários  ou  prestadores  de  serviços. Oferece  maior segurança que a nuvem pública. Tem um custo mais alto na flexibilidade e escalabilidade de espaço, banda e processamento.

Nuvem híbrida: Associação entre os formatos públicos e privados, garante uma maior interoperabilidade dos sistemas e recursos de TI e possibilita que a empresa obtenha redução de custos, controle e segurança da informação,velocidade e contingência. É a modalidade mais utilizada pelas empresas e a mais adequada para a maioria dos modelos de negócios.  Requer uma análise profunda de quais sistemas devem ficar em cada ambiente e como será a arquitetura.

*Mariano Gordinho é presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de TI- Abradisti

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